quinta-feira, 10 de agosto de 2006

quarta-feira, 9 de agosto de 2006

Evolução dos Sócios – ou antes: Involução dos Sócios

No Jornal do Belenenses de 10 de Setembro de 1987, era publicada uma planta do Estádio do Restelo com a indicação dos lugares reservados aos sócios.

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Esse facto era justificado pelo facto de se ter aberto aos sócios mais uma parte do Estádio, cerca de metade do Topo Sul (hoje inutilizado). Ao contrário do que pensam algumas pessoas que gravitam nos centros de decisão do Belenenses, não é verdade que essa bancada nunca tenha tido público. Pelo contrário, muitas vezes a vimos bem cheia. Porque será que outros não viram???!!!

Além disso, estava reservada, aos associados, toda a Bancada Poente (e respectivos camarotes) e ainda dos sectores (então designados 12 e 13) da Bancada Nascente.

Passados 19 anos e quase 10 milhões de contos gerados pelo Bingo, deixara, de ser utilizadas pelos sócios, por desnecessário, os lugares da Bancada Nascente e do Topo Sul (o que significa quase menos 4.000 pessoas). Acresce ainda que, com a recente colocação de cadeiras no anel inferior da Bancada Poente, a lotação reuniam em mais cerca de 1.000 pessoas). Mas, o pior de
tudo é que, nessa altura, os lugares disponíveis (em maior número) estariam umas 4 vezes mais preenchidos do que actualmente...

Para onde vai o Belenenses? Quem se preocupa com isto?!

terça-feira, 8 de agosto de 2006

Isto Sim, é passar das palavras aos Actos!

Recebemos do nosso companheiro e amigo José António Nóbrega a seguinte "press release", que com todo o gosto passamos a publicar:

I - Identificação dos Signatários

- Joana Leote de Almeida, Jurista;

- Jorge Emanuel Coroado, Bancário/ex - Árbitro Intern. de Futebol;

- José António Nóbrega, Perito Independente Ajuramentado;


II – Declaração de Princípios

Os signatários, cidadãos independentes, decidiram manifestar a sua preocupação e revolta, perante os contornos obscuros e de ética duvidosa em que o chamado ”Caso Mateus” resvalou nos últimos meses com a mais completa aquiescência ou indiferença das Entidades que deviam fiscalizar e fazer cumprir a legislação em vigor.

Esta nossa posição não é tutelada por quaisquer interesses políticos / partidários, desportivos ou mesmo de índole clubística. Não é igualmente uma manifestação contra nenhuma região do país, apenas e tão só, enquanto adeptos do Clube de Futebol “Os Belenenses” que pugnam pela verdade a todos os níveis, contra a batota e algum amiguismo que se têm vindo a instituir como forças dominante de alguns grupos que aos poucos têm-se sobreposto às leis vigentes.

Educados no são convívio desportivo, sempre aceitamos as vitórias, empates ou derrotas, como consequência final natural e lógica, do empenho, arte ou até mesmo algum melhor aproveitamento de sorte momentânea, aquando do correcto confronto com honrosos adversários que disputem as competições em que seja possível chegar ao fim com um destes três resultados, na mais estrita observância das leis vigentes.

Infelizmente, ao longo das últimas décadas, nomeadamente no que toca ás Competições Desportivas Profissionais, assiste-se ao desmoronar completo deste “Edifício”, com o subsequente descalabro da verdade desportiva, em favor da prática continuada de pequenos truques, branqueando-se os mais diversos atentados à verdade.

Na prática, as regras que deveriam ser iguais para todos, são interpretadas por algumas pessoas que deveriam dar o exemplo de isenção e idoneidade das formas mais díspares, nalguns casos, mesmo contraditórias, sempre que é necessário servir amigos e compadres, no mais completo despudor voyerista.

Porque este combate é a luta da Vida de Todos Os Belenenses, entendemos que todos os Adeptos têm o dever de defender o Clube contra a batota;


III – Das Razões Obscuras que Descredibilizam o Futebol Português

Com horror, assistimos à Norma “Institucionalmente Aceite”, de que : “… o que hoje é verdade no futebol português, amanhã é mentira...”.

Segue-se a telenovela “Apito Dourado”, onde a batota voltou a prevalecer, a partir do momento em que não são validadas as conversas recolhidas pela PJ, indo por água abaixo a “prova”, recolhida pelo esforço de homens sérios que não se haviam intimidado com as ameaças dos “tubarões do futebol”, que assim escapam pela “malha pequena”.

Ou seja, fica para os anais do ridículo da história, apenas os espectáculos televisivos, onde alguns fizeram batota e fugiram à pernoita forçada nas instalações da PJ. Os amigos para alguma coisa servem!

Com este triste caso, abafou-se os caldinhos de alguma arbitragem batoteira e o erário público ficou mais pobre, a FIFA é que escaldada, não foi em cantigas e deixou a arbitragem nacional fora do mundial.

No caso em apreço, pasma-se com o ruidoso silêncio daqueles que mandam (a troco de favores e equilíbrios espúrios), sempre a reboque da santa irmandade dos chamados “interesses do norte”.

Porque não temos memória curta, ainda nos recordamos dos casos, Maputa, Juventude de Belém, Bento Marques / Mihaylov, Gonçalves / Veiga Trigo, Penafielgate, para não recuarmos ao célebre campeonato perdido na década de 50, em que o “resultado” já estava ditado há muito.

Foi preciso a morte acercar-se de Carlos Gomes para este admitir que a bola esteve várias vezes dentro da sua baliza, com a mais completa complacência do “ceguinho” do árbitro.


IV – Particularidades do Caso “Mateus”

- Este caso, trata apenas e tão só da batota do Gil Vicente, que não aceitou as regras do jogo e tenta a tudo o custo, safar-se da enrascada em que se meteu, obstruindo a justiça desportiva com truques e malabarismos baratos;
- Querer branquear este caso, é o nojo a que vamos assistindo diariamente, por todos aqueles que se esquecem que Paços de Ferreira e Guimarães também queriam o jogador Mateus e aceitaram o parecer da liga, ou seja, ficaram prejudicados porque respeitaram os regulamentos que todos livremente votaram;
- O CJ da FPF, aceitar sujeitar-se à chacota pública que o delirante de Barcelos antevê, era a gota que faria transbordar a confiança na justiça desportiva;

- A legislação desportiva em vigor da LPFP (votada por unanimidade pelos clubes profissionais de futebol) e FPF, no que toca a jogadores inscritos como amadores, remete para 2 anos de duração com este estatuto, permitindo o retorno a jogador profissional no 3º. Ano (impedindo qualquer alteração a este estatuto durante este período), mesmo que o jogador fosse jogar para liga, dita superior;
- O jogador Mateus inicialmente profissional de futebol no Casa Pia, é aliciado a transferir-se para o Felgueiras, o que acaba por não se concretizar, face às incidências de todos conhecidas, que acabaram por ditar a inactividade desportiva desta última Entidade;
- Entretanto, aparece em 2006 como jogador amador do Lixa, prescindindo o Casa Pia da verba de cerca de € 200.000,00 (inerente ao pagamento da sua formação);
- Na fase de aperto das competições profissionais da Liga Betandwin 2005/06, mormente em Dezembro, diversos clubes consultaram a Liga no sentido de apurarem de poderiam voltar a inscrever este jogador como profissional, casos do Paços de Ferreira, Vitória de Guimarães, entre outros clubes, acatando a recomendação do Director da liga, Dr. Cunha Leal, que expressamente negou tal hipótese, face à regulamentação vigente, inclusive internacional;
- Ao invés, os Senhores Dirigentes do Gil Vicente decidem “correr risco calculado”, apesar dos alertas de infracção aos regulamentos desportivos, efectuada pelo Senhor Presidente do Lixa, Manuel Sousa, ao então Director Desportivo, Sr. Paulo Alves, que se fazia acompanhar pelo seu inefável presidente;
- Neste impossível negócio O GV acorda liquidar ao Lixa em 5 prestações a verba compensatória aceite, sabendo-se, segundo o que foi revelado publicamente, que apenas terá sido liquidado o primeiro cheque;
- Para o efeito, recorre-se a habilidade jurídica, colocando documentação já elaborada perante o jogador, que assina de “cruz” petição cautelar para o Tribunal Administrativo e Fiscal do Porto;
- O jogador é inscrito pela liga e federação, sendo emitida licença nº. 767433,;
- O Jogador Mateus intervém em 4 partidas do nacional, nas quais verificam-se 2 vitórias e 2 derrotas;
- As equipas derrotadas, nomeadamente o Vitória de Setúbal, protesta para o CD da Liga que “nega provimento” na reclamação;
- Neste CD da Liga, têm assento o Presidente Juiz Desembargador Gomes da Silva e o vogal Dr. Domingos Lopes;
- Refira-se que o Vogal, Dr. Domingos Lopes, advogado, é filho do Sr. Constantino Lopes, vice-presidente para a área financeira do Gil Vicente;
- Têm igualmente assente neste CD da Liga os Exmºs. Senhores Juízes Desembargadores, Drs. Pedro Mourão e Francisco Cebola,
os quais ao longo do processo têm mantido inexcedível lisura, no seguimento da imagem de independência e responsabilidade cívica da mais alta magistratura portuguesa;
- Em Março o Tribunal Administrativo e Fiscal do Porto, decide-se revogar as providências cautelares anteriormente decretadas;
- Entretanto, o Dr. Cunha Leal (director da Liga), cancela provisoriamente a licença do jogador, que deixa de ser utilizado pelo GV;
- O Clube de Futebol Os Belenenses em Maio participa à Liga da utilização incorrecta do jogador Mateus pelo GV, evocando o Artº. 63 do Regulamento Disciplinar. A este processo, junta-se a outra participação anterior da Académica;
- A este incidente reage o GV, alegando que foi Mateus quem recorreu para os tribunais;
- Curiosamente, o jogador durante o tempo que esteve ao serviço da selecção de Angola, em entrevista a vários órgão da CS, refere claramente que foi o GV quem recorreu aos tribunais, dizendo-lhe que assinasse os papeis que do resto tratavam eles;
- Seguem várias diatribes do presidente do GV contra todos os que denunciam o seu atropelo às leis desportivas, nomeadamente o Dr. Cunha Leal;
- A FIFA ao ter conhecimento deste caso, reage e pede esclarecimentos à FPF;
- Segue-se a lenga-lenda de autos de “inocência”, alegando que se trata de mero conflito de trabalho;
- Sabe-se que em 1 de Junho pp, o CD da Liga reuniu-se em Lisboa, apreciando a queixa do Belenenses, na qual participaram 3 dos 4 elementos, tendo pedido escusa através de requerimento o Dr. Domingos Lopes (alegando conflito de interesses);
- Nesta reunião, terá sido decidida a penalização do GV com descida de divisão, por recurso a tribunais civis (em matéria de âmbito desportivo);
- A decisão terá tido os votos favoráveis dos 3 elementos que votaram;
- O presidente do CD da Liga pede ao Dr. Cunha Leal que transporte o envelope fechado com o citado parecer para a sede da Liga no Porto, o que ocorre a 5 de Junho pp;
- Vem-se a saber posteriormente, que o Acórdão apenas foi assinado pelos Relator do Processo, Juiz Pedro Mourão e vogal, Juiz Francisco Cebola;
- Entretanto a 8 de Junho pp, demite-se da direcção do GV o Sr. Constantino Lopes, alegando (“…salvaguardar a consciência jurídica do filho…”;
- Segue-se a odisseia deste processo, com nova reunião do CD da Liga a 9 de Junho pp, ocasião em que o Sr. Juiz Gomes da Silva, aparentemente muda o seu sentido de voto, permitindo igualmente que o Dr. Domingos Lopes volte a participar na votação (por já não ser filho do pai);
- Nesta farsa de reunião, o Acórdão teria tido uma votação de 2 a 2, utilizando o Sr. Juiz Gomes da Silva um pretenso voto de qualidade para garantir a votação ímpar, ou seja 3 a 2, como parecer para arquivar as queixas do CFB e Académica;
- Os Juízes Pedro Mourão e Francisco Cebola ao solicitarem que o presidente do CD justificasse o seu voto de “qualidade”, este surpreendentemente, afirma “…somos todos juristas, não há necessidade de qualquer justificação…”:
- São notificadas as Partes deste “notável acórdão”;
- Como qualquer leigo atento, facilmente conclui, a figura do voto de desempate, apenas é aceite pela Jurisprudência Portuguesa, sempre que constar nos estatutos das Entidades envolvidas, a alusão ao voto de qualidade de um qualquer dos presidentes dos vários órgão que a compõem, o que não se verifica nos estatutos da Liga Profissional de Futebol Portuguesa (votados por unanimidade por todos os seus membros fundadores);

- Acresce que este órgão devia ter número ímpar de membros;
- Face à “cambalhota” do presidente do CD da liga, é dada ampla publicidade a este novo “rigor jurídico”, e os Vogais Pedro Mourão e Francisco Cebola, solicitam escusa dos seus cargos ao Presidente da AG da Liga, Exmº. Juiz Adriano Afonso;
- As partes reagem em sentidos opostos, enquanto o Presidente do CF OS Belenenses, Engº. Cabral Ferreira, prima pela educação, elegância de trato, relatando de forma factual e isenta as enormidades processuais e jurídicas cometidas, reiterando a sua decisão de avançar com o processo até às últimas instâncias desportivas mundiais (FIFA), a parte contrária prefere o verbo truculento, a suspeição e estilo panfletário, mantendo viva a fábula do lobo, disparando em todas as direcções e garantindo que se trata de uma autêntica cabala montada contra o GV;
- O CFB apresenta recurso no CJ da FPF, o qual presidido pelo Juiz Mortágua, aprecia o caso a 6 de Julho pp, remetendo o acórdão do CD da Liga para ser reapreciado, sem a presença do vogal Dr. Domingos Lopes por “…irregularidade de intervenção deste membro…”;
- Aqui poderemos dizer que o CJ da FPF, podia e devia ter tomado posição final contra a batota, preferiu passar a batata quente para o CD da Liga;

- O Presidente da AG da Liga, não aceita a as demissões dos vogais do CD, solicitando ao Presidente do CD da Liga que cumpra o pedido de reapreciação formulado pelo CJ da FPF;
- Em 14 de Julho pp, ocorrem os sorteios das competições profissionais e mais uma vez as comadres tentam branquear o acto desrespeitoso do GV, colocando o nome no sorteio, ainda que de forma condicionada;
- O dono do GV apressa-se a “cantar de galo”, anunciando mais uma “vitória”, certamente de pirro;

- A reunião do CD da Liga inicialmente marcada para 19 de Julho pp, é adiada pelo presidente do CD para 21 do mesmo mês (por alegados impedimentos pessoais);
- Curiosamente, a 20 do mesmo mês o GV apresenta requerimento de suspeição na Liga, evocando parcialidade dos Vogais que votaram contra o GV;
- Este requerimento é abusivamente aceite e apreciado por Gomes da Silva, que o despacha para o CJ da FPF;
- Segue-se protesto público do Juiz Pedro Mourão, que revela ser ele o Relator do Processo, pelo que a acção do “seu” ex - presidente é inválida quanto à apreciação deste “requerimento”;
- De forma curiosa ou não, o Juiz Gomes da Silva demite-se a 20 de Julho pp;
- Face a esta aparente manobra dilatória, o CD da Liga fica sem quórum;
- Uma vez mais os batoteiros reclamam vitória, reconhecendo que a haver penalização com descida de divisão, esta só pode ocorrer na época 2007/08, dado a “época oficial 2006/07 ter-se iniciado a 1 Julho pp”;
- Os responsáveis desportivos e políticos assistem a toda esta reles opereta bufa, mudos e quedos, o crime, aparentemente, continua a compensar;

- Entretanto e em surdina tenta-se condicionar ou atrasar a reunião do CD da Liga, proferindo ampla contra informação, de molde a que não haja recomposição deste CD até às novas eleições;
- Farto de tanta cantilenário e truques para atrasar a justiça, O Engº. Cabral Ferreira avança com queixa formal para a FIFA a 21 de Julho pp;
- O Presidente da AG da Liga, entendendo que o assunto é transcendente para a credibilização do futebol em Portugal, decide empossar o primeiro membro suplente apresentado para o CD da Liga, Dr. José Fonseca da Silva, passando a presidente interino do CD o Juiz Pedro Mourão, pelo que este órgão passa a ter quórum impar (garantido por 3 membros);
- Quem trata o nobre clube de Barcelos como sua propriedade, volta a proferir ameaças, bolsando cobras e lagartos contra todos os que não alinham no seu jogo hipócrita e perigoso;
- Em desespero de causa lançam mais suspeições, colocando a possibilidade de novos incidente jurídicos afim de protelarem a reunião do CD da Liga, o que acabam por não concretizar, optando por tentarem condicionar a votação do novo membro do CD, afirmando que o resultado será de 2-1 favorável ao CFB;
- Finalmente em 1 de Agosto pp, ocorre a reunião do CD da Liga que profere decisão condenatória por 3-0, remetendo o GV para a Divisão de Honra;
- Os “arautos da verdade” ao terem conhecimento oficioso da decisão do CD, voltam a tentar manipular a opinião pública, lançando suspeições ao Dr. José Fonseca da Silva, que passa de homem isento e credível, a membro participante da página mais negra do futebol português e magistratura associada;
- A “teta” que esperavam manter como “salvação”, de pelo menos terem um voto a favor na votação do CD da Liga, esvai-se, assim, o recurso para o CJ da FPF já não tem dúvida pertinente, os “reles aprendizes de manipulação jurídica” têm de arranjar outras falácias e numa primeira fase encontram 14 supostas “irregularidades processuais no Acordão;
- Entretanto a Liga formaliza o teor do Acórdão às Partes, para o que o entrega em mão, afim de evitar eventuais manobras dilatórias (desligar de faxes, por exemplo);
- Chovem novas acusações públicas e privadas contra todos os que não aceitam ou não calam a batota e trapaça às leis vigentes;
- Em CI´s que se vão sucedendo um pouco por todo o lado, assistimos a cantatas mirabolantes, cujo traço comum é o berro cacofónico e o insulto à inteligência do mais comum dos mortais;
- Aparecem de vários quadrantes “Príncipes”, quais arautos da justiça e verdade, que à falta de argumentos contra o Professor Scolari, desdobram-se em actividades militantes, alvitrando formulas de compensar os erros de quem porfia e mantêm a batota, como se no caso Mateus, a questão nuclear não fosse:
- È ou não verdade que o GV recorreu aos tribunais comuns em questão meramente desportiva?;
- Entretanto o advogado que acessora quem “manda” no GV vem a público com total despropósito e manifesto desprezo pelos Estatutos da Ordem dos Advogados, nomeadamente, Artºs. 85º., nº. 2 alínea a) e 88ª., discutir a causa que pleita, indicando que: “…até tem o recurso pronto mas só o vai entregar no último dia…”; “…não há pressas nem urgência em resolver o caso…”;

- A ordem assiste em silêncio, espera-se que a Delegação Regional do Norte não fique muda e queda;
- Por outro lado, o modelo de virtudes do GV, continua a apregoar o seu delírio de convicções e vitórias processuais antecipadas, alicerçadas em:
- Vitória garantida no recurso para o CJ da FPF, porque aqueles membros são “adeptos das suas verdades;
- Pareceres de conceituados juristas, membros das maiores sociedades de advogados do país, que com o seu douto parecer, parece que garantem “o atropelo às leis” antes de serem julgados pelos tribunais;
- Eleição garantida da nova Lista candidata aos Órgãos da Liga (com os “seus” dois “preciosos votos”);
- O Dr. Hermínio Loureiro deve sentir-se “confortável” com este séquito de aves canoras como seus directos apoiantes;
- Ameaçam seguir para a FIFA, mas não avançam, apesar de estarem “cheios de razão”, local em que o certamente tudo seria mais fácil de derimir;
- Ao invés, preferem protelar e jogar com os “compadres da aldeia natal”, percebe-se as dificuldades, falar francês ou inglês em Bruxelas, é desconfortável, ainda se soubessem tocar piano;


V – Notas Finais

- Os factos acima relatados são do conhecimento geral e tornaram-se crimes públicos, face ao código penal;
- O que está em jogo, é a punição dos batoteiros que pervertem as leis, respeitadas por outros, qual Chico-espertismo nacional;
- Não acreditamos que os Dignos Conselheiros do CJ da FPF se demitam das suas responsabilidades e prefiram “alinhar” neste triste e deplorável espectáculo, digno de um qualquer país do 5º. Mundo;

- De uma vez por todas as leis têm de ser respeitadas, sancionando-se todos os batoteiros prevaricadores, sejam eles quais forem, sob pena de o tal Estado de Direito, não passar de mera intenção formal;
- A FIFA tem conhecimento deste processo de fio a pavio e aguarda apenas que a “bota” seja descalçada pela FPF, conhecedora que é de alguns dos truques e compadrios que descredibilizam o futebol português desde há mais de 30 anos;
- Os Signatários não deixarão de assumir as suas responsabilidades para levarem perante a justiça os “todos os traficantes” deste processo;
- Com este caso e perante a firme convicção do Presidente Engº. Cabral Ferreira, o Clube de Futebol Os Belenenses passou, perante alguns, de Entidade Simpática, a clube odioso;
- Ainda bem, também os nossos fundadores tiveram de lutar contra velhacos e velhacarias, para alcandorarem o clube à Galeria dos Notáveis, varrendo e enchotando sucessivos escolhos que lhes eram colocados propositadamente no caminho;
- A forma correcta mas firme, que Cabral Ferreira imprime na defesa da verdade desportiva, mesmo actuando em terrenos minados e contra interesses bacocos instalados, é a prova de que o Clube NUNCA DEVE DAR-SE POR VENCIDO SEJA EM QUE CIRCUNSTÂNCIA FOR. Estamos certos que os verdadeiros desportistas apreciam e apoiam esta posição, contrariamente aos batoteiros profissionais;
- Chegou finalmente o tempo de O Clube de Futebol Os Belenenses não ter medo de abraçar o futuro a que tem direito, por mérito próprio, sem utilizar jogos baixos. Assim queiram os dirigentes verdadeiramente Azuis (por dentro e por fora, sem qualquer tipo de riscas);
- As eleições para a Liga de Futebol Profissional que se avizinham, correm entre trocadilhos de mau português e apoios fingidos, ao arrepio de qualquer discussão séria e abeta, não se sabendo quais as medidas “profiláticas” preconizadas para acabar com as maleitas e suspeições;
- Com apreensão chegam todos os dias ecos de mais um apoio encapotado a troco de “nada”, alguns clubes continuam de costas voltadas uns para os outros, sem quererem discutir as suas reais dificuldades, apenas e tão só o lugar na triste lista para o “tal compadre”;
- A transparência que se propala fica desde logo desmascarada, quando membros outrora a título individual, aceitaram que lhes mudassem relatórios internacionais de observação já redigidos (não favoráveis), afim de poderem englobar o lote de pré-candidatos a grandes competições mundiais, aceitam agora cargos sensíveis, protestando isenção e seriedade;
- Sabendo-se que no futebol português o doping não está totalmente erradicado, veja-se o caso de jogadores que há 10 anos atrás jogavam 20 minutos e paravam 3 semanas, e aparecem aos 30 anos a efectuarem piques aos 93 minutos (box to box, dá para desconfiar);
- No Clube de Futebol Os Belenenses, não se recorre a substâncias proibidas para ter-se resultados desportivos, os tais “brilhantemente alcançados no campo de jogo”, sempre para mascarar a trapaça;
- Que faz o poder político? Dá meios aos CNAD e ao seu ilustre membro, Dr. Luís Horta afim de que este combata diariamente a batota de alguns? Não! Prefere vir protestar publicamente sobre o “caso Nuno Assis”, suspeitando-se que os compadres de Fafe e Barcelos tinham outros desígnios em vista;
- Igualmente não deixa de ser sintomático que “Comentadores Militantes”, que por dá cá aquela palha, opinam sobre tudo o que se passa no futebol cá do burgo, mantenham um ruidoso e cúmplice silêncio nesta caso Mateus;
- Seria interessante que as finanças investigassem as declarações de IRS e IRC destas Araras e Pavões, mormente nos últimos 20 anos,
certamente concluiriam que só após existirem as SAD´s é que muitos passaram a ser conhecidos como verdadeiros contribuintes;
- Entroncando nestes problemas que afectam o bom desenvolvimento e verdade desportiva, estão o acesso dos nossos jovens aos seniores, tapados por pernas de pau que chegam de todo o lado;
- A este governo ou a qualquer outro, espera-se que estejam atentos às duras realidades nacionais, a indústria do futebol é uma delas, onde os clubes estão falidos e os empresários que pululam em redor, ostentem sinais exteriores de abundância, daí que devam ser estimulados práticas que visem privilegiar a nossa juventude, potenciadoras do aparecimento de jovens estrelas e subsequente aumento de números de espectadores;
- Sem pedir qualquer contrapartida, nem mesmo remuneração ao nível de “acessor político”, sempre diremos que o governo sem se imiscuir directamente na orgânica desportiva, pode ser profilático, se estimular práticas sadias e correctas, colocando ao dispor de todos aqueles que queiram arrepiar o caminho que actualmente os levará ao abismo, diversas medidas gerais, tais como:

a) Interessados - Clubes que mantivessem um plantel de 24 elementos, com 2 estrangeiros no máximo (comunitários ou não), 7 jogadores com pelo menos 5 anos efectivos de actividade no clube (nada de truques de empréstimos com vínculo), isentos de dívidas ao fisco, segurança social, jogadores e treinadores, ou a cumprir o plano Mateus;

b) Estimulos (durante 3 anos)

- Clubes da Superliga € 1.000.000,00/época;
- Clubes da Div. Honra € 500.000,00/época;
- Clubes da 2ª. Divisão € 350,000,00/época;
- Clubes da 3ª. Divisão € 100.000,00/época;

c) Recuperação Destas Verbas – As verbas seriam facilmente recuperadas através de práticas que levassem ao combate da economia paralela, a qual passaria a ser fiscalizada pelos adeptos, mediante a solicitação de recibos de todas as compras efectuadas ao longo da semana, cujos comprovativos seriam entregues à 5ª. feira na Junta de Freguesia, recebendo em contrapartida bilhetes para as espectáculos de arte e desporto (cinema, teatro, ópera, futebol, ténis, hóquei, andebol, basquetebol, etc.);

d) Fiscalização da Aplicabilidade – Face ao rol de suprenumerários do Ministério das Finanças, certamente poderiam ser deslocalizados funcionários que velariam pela boa aplicação destas verbas, preparando de forma didáctica os dirigentes para o ano zero da sua responsabilidade (4º. Ano em que não existiriam quaisquer subsídios);

- Cumpre-nos ainda referir, que as questões por nós levantadas são cochichadas em surdina na sociedade portuguesa, alguns políticos têm amplo conhecimento de todas estas matérias, uns não actuam por compadrio, outros porque lhes falta coragem e outros preferem o alheamento envergonhado;
- Ao governo e demais Autoridades Desportivas, exige-se rigor e combate frontal aos batoteiros, sempre que nas respectivas actividades circulem dinheiros públicos;
- Não é só apregoar-se que somos sérios, temos de comportarmo-nos efectivamente como a mulher de César “…sê-lo e parecê-lo…”;

Gratos pela vossa presença, estamos à vossa inteira disposição para as eventuais questões que nos queiram colocar.

Neste dia, em . . .

1950 – Belenenses vence Campeonato Nacional de Atletismo em Equipas Femininas, pela terceira vez

Já por bastantes vezes nos referimos aos feitos do atletismo feminino do Belenenses e às suas extraordinárias atletas. A razão é natural e centra-se no riquíssimo palmarés que o Belenenses possui.

Assim sendo, resta apontar os títulos conquistados nesta data em que o Belenenses conquistava o seu terceiro Campeonato Nacional na categoria de Equipas Femininas.

Para isso, valemo-nos como sempre dos preciosos registos de Acácio Rosa:


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1962 – Segundo lugar no Torneio de Nova York (MTK, Oviedo, Panathinaikos, Wiener, Elfsborg e América)

O Torneio de Nova York era um torneio com prestígio. Era aliás parte da «International Soccer League», disputada em Chicago e em Nova York, em que participavam equipas europeias, sul americanas e norte-americanas. Neste ano de 1962, não estiveram presentes equipas Norte-Americanas, o que aliás, como é sabido, não era propriamente um handicap para o torneio, uma vez que o futebol tinha pouca expressão nos Estados Unidos da América.

O Belenenses, apesar da crise que se abatera sobre o Clube e que levara ao resgate do Estádio do Restelo, apresentava mesmo assim um futebol que lhe permitia honrar o seu passado.

Prova de que a presença das equipas de países em que o futebol é o principal desporto foi preponderante é o facto, que conseguimos apurar, de que o torneio de 1962 foi o que obteve maiores níveis de assistência de todos os até então disputados, com uma média aproximada de 10.500 espectadores por jogo. Valores que, tendo em conta onde se realizaram os jogos, é média muito apreciável.

Participaram nesta edição, além do Belenenses, várias equipas europeias e centro e sul americanas. Foram divididas em dois grupos compostos da seguinte forma:

Secção 1: Reutlinger (RFA), Guadalajara (México), Palermo (Itália), Dundee FC (Escócia), Hadjuk Split (Jugoslávia) e América do Rio de Janeiro (Brasil).

Secção 2: Wiener AC (Áustria), Panathinaikos (Grécia), MTK Budapeste (Hungria), Elfsborg (Suécia), Real Oviedo (Espanha) e BELENENSES.

O Belenenses, dos cinco jogos disputados venceu quatro e empatou um, vencendo o grupo, em posição para disputar a final contra o vencedor do outro grupo – o América do Rio de Janeiro.

No Belenenses, alinhavam então nomes como: Palico, Pelézinho, Carlos Silva, Estevão, José Pereira, Manuel Rodrigues, Yaúca, Vicente e Matateu.

No entanto e apesar da melhor prestação na primeira fase, comparativamente ao seu adversário, o Belenenses viria a perder os dois jogos da final, muito pela falta de Matateu que se lesionara no jogo com os austríacos, ambos pela margem mínima (1-2 e 0-1). O América Football Club (RJ) tinha sido até então campeão estadual do Rio de Janeiro por sete vezes, sendo que a mais recente ocorrera apenas dois anos antes.

O Belenenses, como sempre, deixou uma excelente imagem de si e do futebol português, como sempre foi seu timbre nos encontros internacionais.

segunda-feira, 7 de agosto de 2006

Neste dia, em . . .

1915 – Nasce Mariano Amaro (capitão da equipa campeã em 1946)

Diversas foram as vezes em que aqui já falámos de Mariano Amaro. A referência alargada e repetida justifica-se plenamente, porque Amaro foi, além de qualquer dúvida, uma das maiores figuras de sempre do Belenenses; mas, entretanto, resta-nos pouco para dizer.

Há anos atrás, o jornal “A Bola” publicou um suplemento com alguns dos maiores vultos do futebol português. Debaixo de uma das fotos de Amaro, vem uma legenda tão curta como significativa:
“Amaro criou a quarta dimensão do futebol português”.

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Imenso! E ao dizermos isto, lembramo-nos que durante (mais de) 40 anos, desde a sua fundação até ao início da década de 60, iam sendo sucessivamente do Belenenses os melhores jogadores, da sua época, no futebol Português, numa maravilhosa cadeia dourada: Artur José Pereira – Augusto Silva – Pepe – Amaro – Matateu...

No mesmo jornal podíamos ainda ler sobre Mariano Amaro:
O Belenenses foi o seu clube de sempre. Scopelli, dizendo-lhe que tinha lugar em qualquer equipa do mundo, quis levá-lo para a Argentina.

‘Estive meio tentado a ir, mas a mulher pediu-me muito para não ir, não fui’.

Várias vezes lhe acenaram com muito dinheiro do Sporting. E do F.C.Porto.

‘Foi o Pinga que me quis levar, disse-me que iria ganhar o mesmo que ele. Nessa altura ele recebia um conto e quinhentos por mês [7,5 €]; a posta de bacalhau custava 15 tostões [menos de 1 cêntimo]’.

O coração fê-lo ficar outra vez nas Salésias. E perder muito dinheiro
”.

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Há cinco dias atrás, referimo-nos aqui ao Almirante Américo Tomás. A existência, no Belenenses, de figuras politico-ideologicamente tão opostas, como Mariano Amaro e Américo Tomás, confirmam o que então escrevemos: o nosso clube é plural, como tudo o que tem dimensão.

domingo, 6 de agosto de 2006

Neste dia, em . . .

1927 – João Luís Moura, Presidente do Belenenses, é eleito Presidente da Federação Portuguesa de Futebol

Em 31 de Março de 1914 era fundada a União Portuguesa de Futebol pelas três únicas Associações Distritais existentes então: Lisboa, Portalegre e Porto. Esta foi a antecessora da Federação Portuguesa de Futebol, designação que adoptaria a 28 de Maio de 1926.


João Luís de Moura, Major-Aviador e Presidente do Belenenses, foi o segundo presidente sob a nova designação. Foi eleito, nesta data, em 1927, presidente da Federação Portuguesa e por um período de dois anos. Uma clara demonstração da preponderância e do respeito de que o Belenenses gozava então.


Mais tarde, na década de 60, seria a vez de outro grande dirigente belenense assumir este cargo. Foi Francisco Mega, num mandato que se iniciou em 1960 e terminou em 1963.



1951 – Joaquim Branco bate Record Nacional de 1.500 metros em Atletismo

Joaquim Branco é um dos grandes nomes do Atletismo do Belenenses e nacional. Extraordinário atleta, dominou no sector masculino uma época dourada do atletismo português, no final da década de 40 e na década de 50, conjuntamente com Rui Ramos e com Georgete Duarte no sector feminino. A sua fama galgava as fronteiras e chegava a Espanha onde frequentemente se superiorizava aos melhores atletas meio-fundistas espanhóis.

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Joaquim Branco, natural de Pampilhosa do Botão (Mealhada), distrito de Aveiro, conquistou vários recordes nacionais de que o que nesta ocasião é assinalado mais não é do que um (brilhante) exemplo.

A este recorde, nos 1.500 metros (com o tempo de 4’ 8’’ 5), é possível juntar o dos 1.000 metros (em 2’ 35’’ 4), da «Milha» (4’ 31’’ 7 – ver figura), e 2.000 metros (5’ 39’’ 4), sendo que, este útimo foi também recorde ibérico.

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Joaquim Branco sagrou-se também Campeão de Lisboa dos 800 metros (com a marca de 2’ 1‘’ 3), 1.500 metros, 3.000 metros e nas estafetas de 4x 100 metros e 4x 300 metros.

Foi considerado o melhor atleta do ano, em 1949, ganhando o prémio respectivo, instituído pelo vespertino "Diário Popular".

Como reconhecimento pelos feitos atléticos de que foi autor e pelo elevar bem alto e propagar o nome do Belenenses a nível nacional e internacional, Joaquim Branco foi agraciado com a categoria de Sócio de Mérito, em 1963.

sábado, 5 de agosto de 2006

Neste dia, em . . .

1958 – Primeiras provas internacionais de Atletismo no Restelo

Neste tempo a pista de atletismo tinha uma utilidade visível e dava projecção ao Clube.

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Quatro anos mais tarde voltou a ser palco de um novo meeting Internacional, um Portugal-França, que ficou famoso pela marca obtida no salto em comprimento por Pedro Almeida. 7,62 metros, marca que seria a melhor do país durante 23 anos.

Como referimos no apontamento sobre a inauguração da pista sintética (a 25 de Maio de 2003) com a inauguração, em 1972, da pista sintética do Estádio Nacional – a primeira em Portugal – a do Restelo, de cinza, deixou praticamente de ser utilizada em competições. A questão das seis pistas para isso também contribuiu.

O que não é compreensível é fazer um investimento de monta, como é a colocação de um piso sintético, e que isso não contribua para uma maior visibilidade do Clube.

É igualmente incompreensível como, decorridos apenas três anos, a pista sintética do Restelo ser considerada pela Federação Portuguesa de Atletismo como (e citando o site da Federação na Internet a 19 de Julho de 2006): “Incompleta/Degradada” e “Nunca Vistoriada”. Erro da Federação, ou... outra coisa qualquer?


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1984 – Georgete Duarte é homenageada pela Associação de Atletismo de Lisboa

O nome de Georgete Duarte é repetido muitas vezes ao longo destes apontamentos. É natural e é consequência óbvia da quantidade de títulos conquistados (46) e de recordes nacionais obtidos (10). É a campioníssima do Atletismo Feminino do Belenenses.

Neste apontamento não vamos repetir o muito que a seu propósito já foi escrito. Desta feita, limitamo-nos a registar a homenagem que lhe foi prestada pela Associação de Atletismo de Lisboa, precisamente em 5 de Agosto de 1984.

A homenagem, que decorreu no Estádio de Alvalade, foi feita em honra da sua prestigiada carreira que levou a que fosse unanimemente considerada a melhor atleta portuguesa na década de 50.

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Acácio Rosa referiu-se-lhe nos seguintes termos a propósito desta justa homenagem:
...Tive a honra de colher a primeira ficha de inscrição de Georgete.
Daqui lhe envio um beijo de muita consideração, admiração e profunda gratidão como Belenense e seu dirigente de tantos anos.


Todos devemos estar igualmente reconhecidos. Todos, mesmo aqueles que não viram em competição esta grande atleta, mas que, apesar disso, se interessam e orgulham pelos feitos e pela história do Belenenses. O Belenenses, apesar das décadas conturbadas e instáveis que vive nem por isso perdeu a sua história, apesar de muitos a quererem destruir para melhor conviver com a mediocridade.

sexta-feira, 4 de agosto de 2006

Neste dia, em . . .

1930 – João Luís Moura é o primeiro sócio a receber Cruz de Ouro (o mais alto galardão do Clube)

João Luís de Moura foi o quinto presidente eleito do Belenenses. Presidente da Direcção de 1925 a 1931, foi um dos grandes responsáveis pela obtenção dos terrenos das Salésias (15 de Dezembro de 1926) para a construção do parque desportivo do Belenenses, ao mesmo tempo que ficava ligado a retumbantes vitória do nosso clube nas grandes competições da época, com destaque para dois Campeonatos de Portugal e três Campeonatos de Lisboa.

Como mais adiante se pode ver (6 de Agosto), João Luís de Moura foi também Presidente da Federação Portuguesa de Futebol, o que demonstra o reconhecimento que mereceu.

A Presidência de João Luís de Moura, no período inicial do Belenenses, deixou a sua marca nos seguintes acontecimentos mais relevantes:

No campo desportivo:
– Campeão de Portugal de Futebol (1927, 1929).
– Vice-Campeão de Portugal em Futebol (1926).
– Campeão de Lisboa em Futebol (1926, 1929 e 1930).
– Vice-Campeão de Lisboa em Futebol (1925, 1927 e 1931).
– Belenenses vence, em Espanha, o Real Madrid por 3-0 (1930).
– Campeão de Lisboa de Infantis em Futebol (actualmente juniores; 1926).
– Vice-Campeão Nacional de Atletismo, em Equipas Masculinas (1929).
– Início da actividade da Natação (1925); Polo-Aquático e Ciclismo Feminino (1926); Basquetebol e Ténis de Mesa (1927); Râguebi e Hóquei em Campo (1928).

No campo associativo e organizativo:
– Posse dos Terrenos das Salésias e começo das obras em 1926. Primeiro jogo em 1928. Inauguração do corpo central de bancadas no Estádio das Salésias (1931).
– Abertura da nova Sede na Rua da Junqueira (1926).
– Em 1926 surgem as duas primeiras filiais do Belenenses e em 1930 é aberta uma filial em Paris.
– Clube cresce de 1659 sócios (1926) para 2.000 sócios em (1931).

Em 4 de Agosto de 1930, devido aos elevados serviços prestados ao Belenenses e ao desporto nacional, João Luís de Moura seria agraciado com a máxima distinção atribuível a um sócio – a “Cruz de Cristo de Ouro – Dedicação e valor”, destinada a tributar o reconhecimento do Clube por serviços prestados de excepcional merecimento.

Actualmente, segundo os Estatutos do Clube (Artigo 61º), a atribuição deste galardão é competência da Assembleia-Geral, sob proposta da Direcção e colhendo o parecer favorável do Conselho Geral. Para tal, necessita da aprovação da Assembleia-Geral, por maioria qualificada de dois terços dos Sócios presentes.

Até 2005 são os seguintes os sócios que receberam esta elevada distinção:

04/08/1930 – João Luís de Moura
01/09/1930 – António Maria Ribeiro
29/01/1944 – Francisco Reis Gonçalves
07/04/1945 – Armando Filipe de Silva
06/02/1947 – Acácio Rosa e Francisco Mega
30/01/1953 – Américo Deus Tomás
30/03/1960 – Francisco Soares da Cunha
09/06/1965 – António Champalimaud
09/06/1969 – Eduardo Scarlatti
20.09.1969 – Salustiano José Lopes
31/12/1971 – Manuel Cordo Boullosa
30/11/2001 – José Augusto do Vale
04/06/2002 – Fernando Olavo Gouveia da Veiga
28/11/2002 – Manuel de Sousa Ramos
29/11/2005 – José Coelho da Fonseca

quarta-feira, 2 de agosto de 2006

O Campeonato 2005/06 acabou: Classificação

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Neste dia, em . . .

1942 – Américo Tomás é distinguido como sócio Honorário

Nesta data, Américo Tomás foi tornado Sócio Honorário do Belenenses (no mesmo dia que Acácio Rosa, Armando Filipe da Silva e Henrique Costa, este um dos 3 ou 4 principais Fundadores do clube). Desde 1935, era sócio de mérito. Mais tarde, em 1953, viria a receber o galardão máximo do clube, a Cruz de Ouro.

Américo Tomás foi, como é do conhecimento generalizado, uma figura relevante do Regime deposto com a Revolução do 25 de Abril: foi Presidente da República entre 1958 e 1974 e, antes disso, desde 1944, fora Ministro da Marinha. (Na verdade, só entre 1969 e 1974 teve realmente muita importância pois, até aí, Salazar sobrepunha-se a todos, incluindo os Presidentes da República).

Não discutimos aqui as opções ideológicas, políticas ou quaisquer outras, dos sócios e adeptos do Belenenses. No Artigo 6º dos nossos Estatutos dispõe-se que “O C.F.B. é alheio a todas as doutrinas políticas e a todos os credos religiosos”. Convém não esquecer.

Não vamos, pois, pronunciar-nos sobre as ideias e acções políticas do Almirante Américo Tomás, como não discutimos as de outras que se posicionaram ou situam em áreas bem diferentes. Falamos dele aqui, somente, como alguém que serviu o Belenenses e que lhe era dedicado. No entanto, a referência que fizemos era necessária para responder a “piadas” recorrentes segundo as quais o Belenenses teria beneficiado do facto de Américo Tomás ter sido seu sócio durante o Regime anterior a 1974. Sobre isto, cumpre esclarecer:

1. No Belenenses, clube plural, de implantação nacional, de que, ao longo de quase nove décadas, terão sido adeptos cerca de um milhão de pessoas, há gente de todas as proveniências e condições geográficas, culturais, sociais e económicas e de todas as ideologias políticas, filosóficas ou religiosas. Basta lembrar Américo Tomás e Mariano Amaro, para ver quão diferentes posicionamentos sempre existiram.

2. Desde que em Portugal existe uma República, diferentes Presidentes da República foram simpatizantes de diferentes clubes; o mesmo acontece, naturalmente, com Primeiros-Ministros, Ministros, Presidentes de Câmara, etc. De acordo com a sua dimensão e popularidade relativas, o Belenenses tem, naturalmente, a sua própria parte.

3. Américo Tomás não foi o único Presidente da República simpatizante do Belenenses; Teixeira Gomes, Presidente em 1924 – no tempo, pois, da Primeira República –, foi-o igualmente.

4. Obviamente, no Estado Novo, havia em todos os clubes, à escala, simpatizantes desse regime, incluindo pessoas com cargos governativos.

5. Américo Tomás foi Sócio de Mérito, Sócio Honorário e Presidente da Direcção do Belenenses e recebeu a Cruz de Ouro antes de ser Presidente da República. Aliás, foi Presidente da Direcção num breve período, em 1944, e deixou essa função ao ser convidado para Ministro da Marinha. Foi distinguido não por ser Presidente da República, ou sequer Ministro (e para, assim, o Belenenses beneficiar-se dessa condição) mas pela dedicação ao clube anteriormente demonstrada. Note-se que se tornou sócio do Belenenses em 1924, antes do Estado Novo, antes de Salazar, antes de algum dia poder imaginar que seria Presidente da República.

6. Ninguém, com conhecimento de causa, pode afirmar que o Belenenses foi beneficiado durante o regime que foi derrubado em 1974. Pelo contrário, todo o processo referente às Salésias e ao Restelo, conforme já aqui demonstrado inúmeras vezes, mostra que, pela Câmara Municipal de Lisboa, o Belenenses foi clara e brutalmente discriminado relativamente ao Benfica e Sporting, impedindo-o de com eles rivalizar em igualdade de condições.

7. Quando, no fim da década de 60, o Belenenses lutava para reaver a posse do Estádio do Restelo, Américo Tomás, como sócio e adepto do clube, empenhou-se, naturalmente, não em que o Belenenses fosse beneficiado, mas em que se pusesse termo aos vexames e ao tratamento discriminatório que a Câmara Municipal de Lisboa nos impusera. Em parte por esse motivo, numa opção seguramente discutível, o Estádio do Restelo teve o seu nome entre 1970 e 1974. (Nada de especial: o estádio utilizado pelo Braga, era o 28 de Maio...).

8. Em pleno Regime Democrático, nós assistimos a que três clubes do Estado (Benfica, Sporting e Porto) recebem todo o tipo de benefícios e privilégios, tanto da Administração central, como das respectivas Câmaras Municipais. Autarquias, incluindo as Regiões Autónomas, sustentam grande parte dos encargos e projectos do clube da sua terra (exemplo recente: quem construiu e pagou o Estádio que o Gil Vicente utiliza?). Nisto, o Belenenses continua a ser o parente pobre, lutando em desigualdade de condições.

9. Até jornalistas assumidamente opositores do Regime político em que Américo Tomás foi Presidente da República reconheceram: 1) A sua afabilidade desportiva; 2) Que o Belenenses não foi beneficiado pelas funções ministeriais ou presidenciais por ele exercidas.

10. Américo Tomás foi um sócio e adepto dedicado do Belenenses, que do seu bolso – não do Estado – contribuiu abundantemente (como muitos outros) para minorar as dificuldades económicas do Belenenses.

11. Nunca o Belenenses beneficiou de escândalos e manobras vergonhosas, como outros clubes têm beneficiado – veja-se, entre outros exemplos, a arbitragem tendenciosa que nos impediu de ser Campeões em 1955, para não aludir ainda a outros Campeonatos; o caso Inocêncio Calabote; a arbitragem de 1982 no Sporting-Belenenses, por um árbitro que acompanhava o Sporting em digressões; o caso Mapuata; o caso N´Dinga; os casos Francisco Silva, José Guímaro, Carlos Calheiros, etc; os “Pedros Henriques” que nos sonegam três penalties ou que assinalam contra nós golos que não entraram na baliza; o processo Apito Dourado; as incríveis trapaças com que, no «Caso Mateus», se tenta fazer prevalecer quem prevaricou (os dirigentes do Gil Vicente), à custa, mais uma vez do Belenenses... enfim, um nunca acabar!



1975 – Conquista da Taça Intertoto (Série IX)

Em rigor, o Belenenses já conquistou uma competição europeia de futebol. Desse modo, é um dos 5 clubes portugueses com vitórias em taças europeias de futebol: F.C.Porto, Benfica, Sporting, Belenenses e CUF.

Na verdade, nesta data, o Belenenses concluía a sua participação, na disputadíssima nona das dez séries da Taça Intertoto, em primeiro lugar. E, assim, como os outros primeiros classificados nas restantes séries, foi considerado vencedor da Taça Intertoto (tal como actualmente, todos os que ganham qualquer uma das três finais da mesma prova são considerados vencedores).

Poder-se-á objectar que então as regras de participação e de declaração dos vencedores eram diferentes das actuais. E daí? Também a Taça das Cidades com Feira começou por ter regras de participação diferentes da sua sucessora Taça UEFA, e nem por isso deixam de ser listados todos os vencedores, desde a primeira edição. Também ninguém põe em causa que o Sporting ganhou uma Taça das Taças só porque esta se extinguiu.

Portanto, o “seu a seu dono”: o Belenenses integra o lote restrito dos clubes portugueses que já venceram taças europeias – mesmo se sabemos que a Taça Intertoto não tem o mesmo relevo que as restantes Taças Europeias! E quase que bisou esse triunfo na Taça Intertoto, no ano seguinte, ficando em segundo lugar no seu, mais uma vez, disputadíssimo grupo.

Em 1975, o Belenenses teve como adversários o F.C. Amsterdão (Amsterdamsche FC), da Holanda, o Spartak Tranava, da Checoslováquia, e o KB Copenhaga, da Dinamarca.

Destas equipas, a mais poderosa era o Spartak Tranava. Como se sabe, é uma equipa da Eslováquia, que integrava então a Checoslováquia (na altura, uma grande potência futebolística; foi Campeã Europeia em 1976). Do seu palmarés, constam cinco Campeonatos e cinco Taças da Checoslováquia (uma das Taças tendo sido conquistada, precisamente, nesse ano de 1975), cinco Taças da Eslováquia e uma Supertaça da Eslováquia. Em 1968/69, foi semifinalista da Taça dos Campeões Europeus (prova em que tem o excelente score de 13 vitórias, 7 empates e 4 derrotas, com 42-20 em golos), baqueando ante o Real Madrid.

Quanto ao KB, embora na altura o futebol dinamarquês tivesse pouca expressão, o seu palmarés é de grande qualidade. Na verdade, este clube, que desde 1992, como resultado de uma fusão com o B1903 Copenhaga, passou a designar-se por FC Copenhaga, ganhou 28 Campeonatos e 5 Taças da Dinamarca.

Face a estes adversários, o Belenenses registou os seguintes resultados:

28 de Junho de 1975: Belenenses, 1 – F.C. Amsterdão, 0 (um grande golo de Gonzalez, de livre directo)
5 de Julho de 1975 – Spartak Tranava, 2 – Belenenses – 2
12 de Julho de 1975 – Belenenses, 1 – KB, 0
19 de Julho de 1975 – Belenenses, 2 – Spartak Tranava, 1
26 de Julho de 1975 – F.C. Amsterdão, 1 – Belenenses, 0
2 de Agosto de 1975 – KB, 1 – Belenenses, 0

(Nota: nos livros de Acácio Rosa há alguma confusão quanto a estes jogos e seus resultados. Acontece – e em nada essa, ou outras imprecisões, tira o enorme mérito do Autor. Os dados aqui apresentados foram objectos de confirmação).

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Como já dissemos, o grupo foi muito, muito equilibrado; mas, com três vitórias, um empate e duas derrotas, o Belenenses, sagrou-se vencedor, igualando assim os feitos já anteriormente conseguidos por duas outras equipas portuguesas, o Sporting e a CUF (hoje denominada Fabril e bem longe dos seus tempos áureos até metade da década de 70).

De resto, o Belenenses, treinado por Peres Bandeira, estava assim embalado para uma época bastante positiva, tendo terminado o Campeonato Nacional em terceiro lugar.

No Verão seguinte, o Belenenses voltou àquela mesma competição, nesse ano, pontualmente, denominada Taça Internacional. O comportamento foi novamente bastante positivo mas, dessa vez, ficámos em segundo lugar na nossa série.

terça-feira, 1 de agosto de 2006

Comissão de Disciplina da LPFP relega Gil Vicente para a Liga de Honra

Por unanimidade, três votos a favor, nenhuma abstenção e nenhum voto contra, a Comissão de Disciplina da Liga Portuguesa de Futebol Profissional relegou hoje o Gil Vicente, no âmbito do processo mais conhecido como "Caso Mateus", para a Liga de Honra. O Clube de Barcelos pode agora recorrer para o Conselho de Justiça da Federação Portuguesa de Futebol.

O BelenensesSempre congratula-se com a decisão tomada, fundamentalmente por duas razões:

- As leis foram cumpridas no nosso país e fez-se justiça num caso que já poderia, e deveria, estar resolvido há mais tempo.

- O C.F. "Os Belenenses" mantém-se assim na Liga Principal do futebol português, por mérito e justiça, pois merece ficar na 1ª Liga quem ganha os jogos dentro de campo cumprindo as leis e os regulamentos que aprova.

No entanto não nos esquecemos dos motivos pelos quais foi preciso esperar por este desfecho, nem do sofrimento e dor na última jornada, bem como durante toda a época, dos VERDADEIROS DONOS do Clube, os seus Sócios e Adeptos.


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Neste dia, em . . .

1903 – Nasce Francisco Mega

Nasceu nesta data (vindo a morrer em 1972) o homem que durante mais tempo presidiu à Direcção do Belenenses: nove anos. Segue-se Mário Rosa Freire com 8 anos. Só que, enquanto Rosa Freire as exerceu ininterruptamente, Francisco Mega desempenhou tais funções em três períodos distintos:

* Entre 1935 e 1938
* Entre 1939 e 1941
* Entre 1950 e 1954

Antes disso, fora o Vice-Presidente (na altura, só havia um) entre 1932 e 1934, sendo então Presidente José Rosa. Foi ainda Presidente do Conselho Fiscal em 1938.

Francisco Mega é, pois, uma grande figura no dirigismo do Belenenses. Esses méritos foram-lhe plenamente reconhecidos: em 18 de Agosto de 1940, foi aprovado como sócio honorário; em 6 de Fevereiro de 1947 foi-lhe conferida a o mais alto galardão do Clube, a Cruz de Ouro. Foi no mesmo dia que a recebeu Acácio Rosa. Antes deles, só quatro sócios tinham sido assim distinguidos. Curiosamente, Francisco Mega e Acácio Rosa tiveram por vezes ferozes divergências e discussões, nomeadamente nos anos 50. No entanto, nem por isso deixavam de se abraçar no final. Bons tempos, como sinais de vitalidade de um grande clube, esses em que não se procuravam unanimidades absurdas e impossíveis (excepto se narcotizar tudo e todos) mas em que se conservava a dignidade.

Durante o tempo em que foi Vice-Presidente, o Belenenses foi Campeão de Portugal em 1933 (Vice-Campeão no ano anterior) e Campeão de Lisboa em 1932 (Vice-Campeão no ano seguinte). Foi também inaugurado, nas Salésias, o monumento a Pepe.

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As suas Presidências foram, em grande medida, tempos de transição.

Desta forma, a primeira Presidência caracteriza-se pelas obras que transformaram as Salésias no melhor complexo desportivo de Portugal.

Em 1936, verificou-se a inauguração da cobertura das bancadas e a aquisição dos terrenos para um campo de treinos (o primeiro em Portugal) e sua construção nas Salésias.

Em 1937, as Salésias tornaram-se no primeiro campo relvado de Portugal. Lembremos que, 17 anos depois, o campo do Benfica ainda era pelado!

E, assim, naturalmente, em 1938, o Estádio das Salésias é pela primeira vez palco de jogo da Selecção Nacional de futebol, que ali disputará todos os encontros realizados em Portugal até 1942.

Apesar destes investimentos, o Belenenses foi Vice-Campeão de Portugal em 1936, e Vice-Campeão Nacional em 1937.

Além disso, deram-se os seguintes factos relevantes:

1935
Quarto lugar no primeiro Campeonato da 1ª Liga de Futebol (lutando pelo título até à última jornada, e registando o melhor Ataque e o melhor Goal-Average).
O Belenenses continua a ser o clube mais representado na Selecção Nacional de Futebol, desde o início da sua actividade.
Início da actividade do Basquetebol Feminino.
Atinge-se o número de 33 filiais e delegações.

1936
Vice-Campeão de Lisboa de Juniores, em Futebol.
Campeão de Lisboa, em Basquetebol Feminino.
Campeão de Lisboa de Corta Mato, por Equipas.
João da Silva Marques, recordista Ibérico, em Natação.
Joaquim Manique ganha o Campeonato Nacional de Fundo, em Ciclismo.
Início de actividade do Hóquei em Campo Feminino.
Clube ultrapassa os 4.000 sócios.

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1937
Segundo Lugar no Campeonato da 1ª Liga de Futebol.
Melhor conjunto de pontos nas quatro categorias do Campeonato de Lisboa de Futebol.
Semifinalista do Campeonato de Portugal, em Futebol.
Campeão de Lisboa de Juniores, em Futebol.
Campeão de Lisboa em Basquetebol Feminino.
Vice-Campeão de Lisboa em Basquetebol Masculino.
Vice-Campeão de Lisboa em Pólo Aquático.
Vice-Campeão de Lisboa em Hóquei em Campo.
Campeão de Lisboa em Ténis de Mesa.
João da Silva Marques, recordista nacional de 100, 200 e 400 metros bruços.
Lucília Silva, campeã nacional em Basquetebol e Atletismo.
Maria Júlia Silva, campeã nacional em Atletismo e Natação.

1938
Campeão de Lisboa em Basquetebol Feminino.
Início da actividade do Voleibol.
O Belenenses é determinante na fundação da Associação de Voleibol de Lisboa.
Campeão de Lisboa de Ténis de Mesa.
Vice-Campeão de Lisboa em Hóquei em Campo.
Campeão Nacional de Corta-Mato por Equipas.
Manuel Nogueira, Campeão Nacional de Corta Mato.
Manuel Nogueira, Campeão de Lisboa de Corta Mato.
Manuel Nogueira, Campeão Nacional de 1500 e 5000 metros
Lucília Silva, campeã nacional de Atletismo em três provas.
Atletas do clube detêm cinco recordes nacionais de Atletismo.
Belenenses ganha a estafeta Cascais-Lisboa em Atletismo.
Joaquim Manique, Campeão Nacional de Fundo, em Ciclismo.


Na segunda vez que foi Presidente (após o breve interregno de um ano), destaca-se o reconstruir de uma grande equipa de Futebol, depois do período de um pouco menos fulgor em seguida ao termo da carreira de jogadores de primeiríssimo plano e aos grandes investimentos nas Salésias. Embora, nesses dois anos, não tivéssemos conquistado nenhuma competição oficial de futebol (embora tenhamos estado perto), adivinham-se os títulos que chegariam logo a seguir: a Taça de Portugal em 1942; os Campeonatos de Lisboa em 1943 e 1945; o Campeonato Nacional em 1946.

Entre 1939 e 1941, foram os seguintes os acontecimentos mais relevantes na vida do Belenenses:

1939
Vice-Campeão de Lisboa em Futebol.
Quarto Lugar no primeiro Campeonato Nacional de Futebol.
Campeão de Portugal, em Basquetebol Masculino.
Vice-Campeão de Lisboa, em Basquetebol Masculino.
Campeão de Portugal, em Basquetebol Feminino.
Campeão de Lisboa em Basquetebol Feminino (pela terceira vez consecutiva).
Campeão Nacional de Corta-Mato por equipas.
Manuel Nogueira, Campeão Nacional de Corta-Mato.
Estádio das Salésias aumenta capacidade para 21.000 pessoas.
Final da primeira Taça de Portugal disputa-se nas Salésias.
Clube tem 26 filiais e delegações.

1940
Terceiro lugar no Campeonato Nacional de Futebol.
Melhor Defesa no Campeonato Nacional de Futebol.
Finalista da Taça de Portugal em Futebol.
Campeão de Lisboa de Juniores, em Futebol.
Campeão de Lisboa de Andebol (de 11).
Vice-Campeão de Lisboa de Hóquei em Campo.
Campeão Nacional e de Lisboa de Corta-Mato por Equipas.
Manuel Nogueira, Campeão Nacional de Corta-Mato.
Manuel Nogueira, Campeão Nacional de 5.000 metros (pela terceira vez) e 10.000 metros (pela segunda vez) em Pista.
Inicia-se publicação de Boletim mensal.
Beneficiação da pista de Atletismo nas Salésias.

1941
Terceiro lugar no Campeonato Nacional de Futebol.
Melhor Ataque no Campeonato Nacional de Futebol.
Melhor Defesa (segunda vez consecutiva) no Campeonato Nacional de Futebol.
Melhor Goal-Average no Campeonato Nacional de Futebol.
Finalista da Taça de Portugal, em Futebol.
Campeão de Lisboa de Andebol (de 11).
Vice-Campeão Nacional de Andebol (de 11).
Campeão de Lisboa, em Râguebi.
Campeão de Lisboa de Corta-Mato, por equipas.
Vice-Campeão de Lisboa, em Basquetebol.
Campeão de Lisboa de Juniores, em Basquetebol.
Lucília Silva, Campeã Nacional em quatro diferentes provas de Atletismo.
Iluminação do Campo de Basquetebol nas Salésias.
Clube tem 33 filiais e delegações.

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Desde o fim de 1950 até 1954, Francisco Mega reassumiu a Presidência. Foi um novo tempo de transição, num duplo sentido.
Por um lado, terminada que foi a carreira da maior parte dos jogadores da extraordinária equipa da década de 40, houve que ir em busca de novos elementos de grande valor. Vieram, assim, Matateu, Vicente, Di Pace, Perez e Benitez (entre outros), além dos que emergiam da formação. Por várias vezes estivemos bem perto do título, nomeadamente em 1951/52 e, sobretudo, como se sabe, em 1954/55 (época ainda preparada na sua Presidência).
Por outro lado, havia que deixar as Salésias (por imposição da Câmara Municipal de Lisboa) e obter fundos e meter mãos à construção do novo Estádio, o do Restelo. Francisco Mega não poupou esforços nem repetidos apelos vibrantes à dedicação dos belenenses para conseguirmos os objectivos em vista.

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No dia em que o Restelo foi inaugurado, Francisco Mega, embora resguardado dos grandes planos (já não era dirigente), chorou de alegria e comoção. Uma parte importante do mérito pela construção do Restelo cabe-lhe indiscutivelmente; e, assim, foi com toda a justiça que foi um dos que recebeu a medalha “Os Que Mais Serviram”.

Entre 1950 e 1954, último período em que foi Presidente do Belenenses, destacam-se os seguintes factos na vida do nosso clube:

1950
Augusto Silva ainda é o mais internacional de todos os jogadores portugueses de Futebol.
Vitória por 2-1 sobre o Borússia de Dortmund, em casa deste.
Vitória por 4-1 sobre o Deportivo da Corunha.
Vice-Campeão de Lisboa de Juniores, em Futebol.
Campeão Nacional de Atletismo, em Equipas Femininas.
Campeão de Lisboa de Atletismo, em Equipas Femininas.
Campeão de Lisboa, em Râguebi.
Campeão de Lisboa de Juniores, em Basquetebol.
Vice-Campeão de Lisboa, em Andebol.
Clube atinge 761 praticantes.
Governo Francês concede medalha de ouro a Acácio Rosa.

1951
Semifinalista da Taça de Portugal, em Futebol.
Vice-Campeão de Lisboa de Juniores, em Futebol.
Matateu ingressa no Belenenses, marca 2 golos no seu primeiro jogo oficial (vitória 4-3 sobre Sporting) e é levado em ombros no final (no dia em que o clube completa 32 anos).
O Belenenses é o segundo clube com mais jogadores representados na Selecção Nacional de Futebol desde o início da sua actividade.
Campeão Nacional de Atletismo, em Equipas Femininas.
Campeão de Lisboa de Atletismo, em Equipas Femininas.
Campeão Nacional de Juniores de Atletismo, em Equipas Masculinas.
Campeão de Lisboa de Corta Mato, em Equipas Seniores Masculinos.
Campeão de Portugal de Corta Mato em Equipas Seniores Masculinos.
Campeão de Portugal de Corta Mato em Equipas Seniores Femininas.
Campeão de Portugal de Corta Mato em Equipas Juniores Masculinos.
Joaquim Branco detém oito recordes nacionais, em Atletismo.
Vice-Campeão de Lisboa em Râguebi.
Campeão de Lisboa de Juniores, em Basquetebol (segunda vez consecutiva).
Abertura de delegação na Avenida da Liberdade (Lisboa), com serviços médicos e de secretaria.
O arquitecto Carlos Ramos é contratado para elaborar o projecto do Estádio do Restelo.

1952
Invicto os jogos em casa do Campeonato Nacional de Futebol.
Vice-Campeão de Lisboa de Juniores, em Futebol.
Di Pace ingressa no Belenenses.
Campeão de Lisboa, em Râguebi.
Campeão de Lisboa de Juniores, em Basquetebol ( terceira vez consecutiva).
Campeão Infantil de Lisboa, em Basquetebol.
Campeão de Portugal de Atletismo, em Equipas Femininas (sexto título, e quinto consecutivo).
Campeão de Lisboa de Atletismo, em Equipas Femininas.
Homenagem à atleta Georgete Duarte.
Rui Ramos faz 15,54 no triplo salto, segunda melhor marca europeia e terceira mundial da época, terceira europeia de sempre e record nacional pelo longo período de 14 anos.
Rui Ramos participa nos Jogos Olímpicos, disputando o Triplo Salto (12º lugar).
Peggy Brixhe, Campeã Nacional de Ténis.
Fundação da Tertúlia do Belenenses, no Porto.

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1953
Terceiro lugar no Campeonato Nacional de Futebol.
Matateu é o melhor marcador no Campeonato Nacional de Futebol.
Conquista da Taça “Lisboa” em Futebol, em disputa com Benfica, F.C. do Porto e Sporting.
Campeão de Lisboa de Juniores, em Futebol.
Vice-Campeão Nacional de Juniores, em Futebol.
Campeão de Lisboa de Atletismo, em Equipas Femininas.
Em Atletismo, são batidos seis recordes nacionais masculinos e um feminino, por atletas do Belenenses durante o ano.
Festa de homenagem a Joaquim Branco.
Vice-Campeão Nacional de Juniores, em Andebol (de 7).
Vice-Campeão de Lisboa de Andebol (de 7).
Vice-Campeão de Lisboa em Voleibol Feminino.
Começo da construção do Estádio do Restelo.
Morte de Henrique Costa, o Sócio Nº 1.

1954
Semifinalista da Taça de Portugal, em Futebol.
Vice-Campeão de Lisboa de Juniores, em Futebol.
Vicente ingressa no Belenenses.
Fernando Riera torna-se treinador principal do Belenenses.
Festa de despedida de Feliciano.
Campeão de Lisboa de Atletismo, em Equipas Femininas.
Campeão de Lisboa, em Basquetebol.
Campeão de Lisboa de Infantis, em Basquetebol.
Vice-Campeão de Lisboa, em Voleibol Feminino.
Belenenses é sócio fundador da Federação Portuguesa de Badminton.
Fernando Stock e Manuel Palma, Campeões Nacionais e Ibéricos de Motorismo.
Rui Ramos chega à final de Triplo Salto dos Campeonatos Europeus de Atletismo e é considerado o melhor atleta português pelo jornal “World Sports”.
Jornal do clube é semanal, com 16 páginas.
Clube tem 45 filiais.

Infelizmente, nos últimos anos, temos assistido ao surgimento de vários candidatos a “o pior Presidente de sempre do Belenenses” (com erros e aaplausos que parecem recorrentes); pelo contrário, Francisco Mega é um dos candidatos a “o melhor Presidente de sempre do Belenenses”...



1926 – Severo Tiago torna-se primeiro representante do Clube a ganhar título Nacional de Atletismo (salto em comprimento)

Já nos referimos a este grande atleta belenense por ocasião do seu nascimento em 10 de Fevereiro de 1903. Praticante de Futebol e de Atletismo, foi neste último que atingiu a maior notoriedade desde que a modalidade foi criada no Belenenses, em 1921.

Reconhecido como especialista em provas de velocidade e no salto em comprimento, seria Severo Tiago a conquistar o primeiro título nacional para o Belenenses. Nesta data, em 1926, com apenas 23 anos, Severo Tiago saltava 6,05 metros conquistando o título de Campeão Nacional.

Nestes campeonatos nacionais participaram, pelo Belenenses, além de Severo Tiago (que também foi quinto classificado nos 100 metros e terceiro nos 200 metros planos), Belém Rodrigues, Pedro Pinto, António Carvalho (quarto classificado nos 400 metros barreiras), Joaquim de Almeida (terceiro classificado nos 400 metros barreiras), Mário Lopes, Ruy Nunes, Jerónimo Morais, Armando Rodrigues, Luís Teixeira, António Bazílio dos Santos, Manuel Correia Neto, Clodomiro Alves e Jorge Sousa.

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Este atleta, que foi o primeiro internacional português do atletismo do Belenenses, dois anos volvidos tornaria a ser Campeão, desta vez na corrida de 200 metros.

Pela sua dedicação ao Clube e pelos seus feitos enquanto atleta, a Severo Tiago foi atribuída a categoria de Sócio de Mérito, em 8 de Agosto de 1927. Nesse mesmo dia foram também elevados a esta categoria: Henrique Costa, Artur José Pereira, Francisco Pereira, Romualdo Bogalho, Manuel Veloso, Carlos Sobral, Alberto Rio, Mário Duarte, Joaquim Rio (fundadores); Joaquim de Almeida, Eduardo Azevedo, Arnaldo Cruz, Francisco Ferreira, Fernando António da Conceição, Raul Azevedo, Júlio Marques, José Pires, Alfredo Ramos, Augusto Silva, Bernardo Soares, César
de Matos, Severo Tiago, José Viriato, Raul Francisco da Silva, Carlos Luís Branco, José Manuel Soares, Leonor Alaiz, Rodolfo Faroleiro, Francisco Assis, Francisco Silva Marques, Francisco de Matos, Olívia Ferreira, Faraó R. Pereira, Mário da Silva Marques e João da Silva Marques, pelo seu contributo enquanto dirigentes ou atletas em vários títulos conquistados.



1988 – Belenenses vence Vasco da Gama (do Brasil) por 1-0, e conquista torneio em Angola

Na época de 1987/88, o Belenenses havia voltado ao pódio do Campeonato Português, terminando em terceiro lugar.

O defeso deixou-nos no ar alguma indefinição. Apesar de se ter falado em muitas transferências, registou-se apenas, em termos significativos, a saída de Mapuata (a nosso ver, uma má decisão de Marinho Peres) e a entrada de dois bons reforços o internacional português Adão (contratado ao Vitória de Guimarães) e o brasileiro Macaé. Vieram também dois jovens promissores: o guarda-redes Pedro Espinha (que mais tarde seria internacional e Campeão – mas não no Belenenses, pois... foi dispensado!) e o avançado Paulo Sérgio (descoberto no Vilafranquense).

Entretanto, Marinho Peres, alegando problemas familiares, decidiu não continuar (voltaria a meio da época, a tempo de ganhar a Taça de Portugal). Para o seu lugar, foi contratado o inglês John Mortimore, que cerca de dez anos antes estivera no Benfica, onde ganhara um Campeonato.

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Seja como for, a equipa estava bem oleada. Ganhámos em Chaves um torneio, triunfando sobre o Marítimo e os espanhóis do Valladolid. Depois, como tinha acontecido dos anos antes, fizemos uma deslocação a Angola (salvo erro, graças aos bons ofícios e contactos em Angola do antigo Vice-Presidente Manuel Miguel, um dirigente com provas dadas, e possivelmente do próprio Presidente da Direcção de então, Mário Rosa Freire).

Aí, depois de vencermos uma equipa local, defrontámos na final os brasileiros do Vasco da Gama. Ganhámos por 1-0 e arrebatámos um valiosíssimo troféu.

Foi uma vitória muitíssimo meritória, apesar do facto ter sido quase ignorada pela Comunicação Social portuguesa, num comportamento vergonhoso. E, no entanto, dias antes o Vasco da Gama empatara nas Antas e, no relato radiofónico, o locutor nortenho dizia entusiasmado que eram as duas melhores equipas do mundo: o F.C. Porto por ser o detentor da Taça Intercontinental, o Vasco da Gama porque não perdia há quase 30 jogos. Afinal, foi o Belenenses a quebrar a invencibilidade dos brasileiros… mas, no espaço de uma semana, no entendimento de alguns jornalistas, o Vasco da Gama deixara de ser uma das duas melhores equipas do mundo para ser uma equipa vulgar. (Na altura, o nosso protesto veio pela boca de Barcínio Pinto: “O terceiro lugar da época passada foi rapidamente metido na geleira pelo Belenenses; mas o Belenenses da nova época vem ainda mais forte!”).

Nessa mesma época, o Vasco da Gama foi campeão brasileiro, o que ajuda a compreender ainda melhor o significado do nosso triunfo. De resto, a força do Vasco da Gama é conhecida em todo o mundo. Esse clube, que também ostenta no seu emblema a Cruz de Cristo, é, juntamente com o Flamengo, o Palmeiras e o Corinthians, um dos que possui mais Campeonatos do Brasil, quatro ao todo (o Campeonato do Brasil só se começou a disputar em 1971; até aí, havia apenas os Campeonatos Estaduais); ganhou 22 Campeonatos do Rio de Janeiro (contra 31 do Fluminense, 27 do Flamengo, 17 do Botafogo e 7 do América); conquistou a Taça dos Libertadores da América (o equivalente à liga dos Campeões na Europa) em 1998, e ganhou a sua antecessora, o Torneio Sul-Americano de Clubes, em 1948.

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Vestiram aquela camisola grandes vedetas mundiais como Romário, Bebeto, Roberto Dinamite, Edmundo, Vavá, Ademir da Guia, Mauro Galvão, etc, etc. Está cotado como o terceiro clube mais poderoso do Brasil.

Apesar deste poderio do Vasco da Gama, nos quatro jogos disputados entre as duas equipas, o Belenenses leva vantagem com três vitórias e uma derrota. Em Portugal, ganhámos por 2-1, tanto em 1955, como em 1984; Em Angola, ganhámos por 1-0, neste ano de 1988; no Brasil, perdemos por 6-1, em 1957 (o que levou ao imediato despedimento no nosso treinador Fernando Riera).

segunda-feira, 31 de julho de 2006

Expectativas . . .

Com tudo o que se tem passado e com o muito que não tem sido feito, como serão as assistências dos jogos em 2006/07?

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domingo, 30 de julho de 2006

Neste dia, em . . .

1957 – Início da actividade do Hóquei em Patins

Na Presidência de Francisco Soares da Cunha, o Belenenses supria uma lacuna, que era o facto de não ter actividade naquele que foi, durante muitos anos, a segunda modalidade mais popular em Portugal. Tempos houve em que o país literalmente parava e as famílias ficavam suspensas dos relatos do Portugal-Espanha.

Já antes o dissemos, e não nos vamos alargar sobre isso: não obstante ter tido, entre os seus sócios e adeptos, alguns dos maiores jogadores do Mundo desta modalidade, incluindo o maior de todos os tempos, António Livramento, o Belenenses nunca apostou muito na modalidade (que acabou por ser suspensa, não no tempo de Mário Rosa Freire, como por vezes se diz, mas, sim, pouco depois). Em contrapartida, por exemplo, vem gastando – e, escandalosamente, vai ainda continuar a gastar – rios de dinheiro numa modalidade (o Basquetebol) que há muito perdeu a sua tradição no clube, que há 47 anos que não ganha nem um Campeonato nem uma Taça de Portugal no escalão Sénior e que nunca nos poderia ter dado o que o Hóquei em Patins, com relativa acessibilidade, nos teria proporcionado: uma taça europeia. Quanto a nós, houve uma falta de sentido competitivo e de opção inteligente e sagaz que nos confrange.

Dizem alguns: pois, mas que prestígio internacional nos daria uma Taça Europeia de Hóquei em Patins, se essa modalidade só tem projecção em Portugal, na Argentina, e em limitadas regiões de Espanha e Itália? Quem nos dera que essa objecção fizesse sentido! Infelizmente, hoje por hoje, o problema do Belenenses não é a sua projecção internacional mas o seu prestígio nacional. Dos Campeões Nacionais de Futebol, Benfica, Porto e Sporting já conquistaram competições europeias colectivas; o Belenenses, não. Se não se percebe onde queremos chegar, não vale a pena insistirmos...

De qualquer forma, vamos aclarar duas coisas: defende-se aqui o fim do Basquetebol no Belenenses? Resposta: no escalão sénior, defende-se, sim senhor. Imediatamente!

E teimamos no relançamento do Hóquei em Patins? Resposta: a situação actual do Belenenses é tão grave que, neste momento, têm é que se extinguir modalidades e não criar outras adicionais. O problema de um modelo eclético caquético e insustentável, não é apenas o dos custos declarados. Há muitas outras vertentes: custos invisíveis (por exemplo, com departamentos médicos e necessidades correlacionadas); espaço ocupado nos terrenos do Restelo; descaracterização do clube, com a entrada, por esse via, de pessoas que pouco ou nada têm de belenensismo e que vão subindo até chegarem... ao topo do dirigismo; pulverização do clube em quintas e quintinhas, com incapacidade de hierarquizar prioridades e de as defender custe o que custar; estado de alienação de umas escassas centenas ou até mesmo dezenas de consócios – considerados importantes, somente, por constituírem o séquito do status-quo vigente – que perdem todo o sentido da realidade, delirando com feitos que nada dizem à opinião pública (incluindo 95% ou mais dos belenenses) e que levam a que dois ou três dias depois de descermos de divisão no Futebol se tente tapar o sol com a peneira de outras modalidades.

Não defendemos, é claro que se acabe com tudo (modalidades extra-Futebol) – e não autorizamos a que se diga que defendemos tal – mas, entre muitos outros aspectos, é preciso ter em conta:

– Os fundadores criaram o Clube de Futebol “os Belenenses” e, no Artigo 2º dos Estatutos, consta que ele “tem por objectivos o desenvolvimento e a prática da Educaçăo Física, a promoçăo e fomento de todos os desportos em geral e do futebol em especial, bem como de outras actividades de cultura e recreio” (sublinhados nossos, obviamente).

– É impensável que já haja quem expresse publicamente (porque, no fundo, não faltava quem desde há anos o desejasse) que o melhor é acabar com o Futebol ou, pelo menos, não o distinguir de outras modalidades. Note-se que, na última Assembleia-Geral, o Presidente da Direcção afirmou que está tudo bem, só numa modalidade (“o raio do Futebol”) é que não. Falamos aqui, é claro, da Assembleia-Geral ordinária de Abril último. Com efeito, tão imensa é a desmotivação da massa associativa do clube, que só se reuniram duzentas e tal assinaturas para uma AG extraordinária na sequência da descida de divisão (só por falta de discernimento ou por sobreposição de vaidades ou amiguismos ao superior interesse do Belenenses, pode alguém rejubilar com isso); os defensores acérrimos (com que interesse, cabe perguntar) da actual Direcção, nem metade disso conseguiriam reunir (o que, tirando a proporção, em nada nos alegra, pelo contrário); e uma AG anunciada pela Direcção ficará não se sabe para quando...

– O ecletismo Bingo-dependente nada tem a ver com o ecletismo de outros tempos.

– Desde que começou esse regime de bingo-dependência, só ganhámos um Campeonato e uma Taça da Liga de Andebol e um Campeonato de Râguebi, e não voltámos a ter atletas nos Jogos Olímpicos (compare-se com o passado sem rios de dinheiro...).

– Interessa manter aquilo que verdadeiramente traga prestígio ao clube – mas prestígio a sério (esqueça-se as palmadinhas nas costas da “sociedade civil lisboeta” que permanecerá benfiquista e sportinguista, apesar de – ou fingindo – respeitar-nos muito), prestígio que nos dê popularidade e granjeie adeptos ou, pelo menos, verdadeiro entusiasmo nos que ainda temos.

– Há que concentrar recursos e energias e utilizá-los com razoabilidade e visão de futuro ou, em breve, nada nos diferenciará do Ginásio Clube Português ou do Lisboa-Ginásio.

– Se eu estou endividado para com quem me fornece a comida, como posso estar a pensar em férias numa ilha do Pacífico?

sábado, 29 de julho de 2006

Neste dia, em . . .

1978 – Conquista da segunda Taça de Portugal em Andebol

A meio da década de 70, o Belenenses viveu um período verdadeiramente auspicioso no Andebol.

Cingindo-nos unicamente ao Escalão Sénior, foram conquistadas as seguintes competições:

1974 – Campeonato Nacional. Campeonato Metropolitano. Taça de Portugal.
1975 – Campeão de Lisboa (Equipas Femininas).
1976 – Campeão Nacional. Taça de Portugal (Sector Feminino; neste ano, o Belenenses foi a primeira equipa feminina a participar em competições europeias de Andebol, na Taça dos Vencedores de Taça).
1977 – Campeão Nacional (pela segunda vez consecutiva; depois, na Taça dos Campeões Europeus, foi a primeira equipa portuguesa a ganhar fora).
1978 – Taça de Portugal.

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Todos estes resultados eram o corolário lógico da grande aposta na Formação, criando uma poderosa Escola. Na década de 60 e princípio dos anos 70, os títulos nacionais e regionais sucederam-se em catadupa nos escalões jovens.

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Neste ano de 1978, em que foi Vice-Campeão, o Belenenses conquistou assim a sua segunda Taça de Portugal, que juntava aos quatro títulos de Campeão Nacional que já detinha (o primeiro, fora obtido em 1948, ainda na variante de Onze).

Na final, a nossa equipa venceu o Oriental por folgados 33-14.
O Belenenses apresentou os seguintes jogadores (entre parêntesis, estão os golos obtidos): José António (Xavier); José Manuel (2), Branco Lopes (3), Franco (3), António Ferreira (2), Espadinha (6), Sousa (1), Armando (3), Ricardo (1), Hernâni (11) e Costa (1).

Nomes como José António, Espadinha, Franco, José Manuel, Hernâni e Ferreira têm o seu nome escrito a letras de ouro na história do nosso Andebol.

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Foi a sétima edição da Taça de Portugal. Os troféus estavam assim distribuídos: Sporting, 3; F.C.Porto, 2; Belenenses, 2.

sexta-feira, 28 de julho de 2006

Neste dia, em . . .

1923 – Nasce Marcelino Marques (antigo Presidente)

Joaquim Dias Marcelino Marques, Coronel, foi Presidente do Belenenses no biénio de 1975 e 1976, sucedendo a Baptista da Silva. Foi um período de grande mudança no País, iniciada com a Revolução de 25 de Abril de 1974. Inevitavelmente essas mudanças reflectiram-se também no Belenenses.


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Marcelino Marques esteve ligado ao próprio Movimento das Forças Armadas, albergando, em sua casa, reuniões do próprio movimento, mais especificamente da sua Comissão Coordenadora, meses antes da revolução sair à rua. Anteriormente, estivera ligado ao movimento das Caldas e sofrera represálias por isso. Em 1975 foi Administrador do Diário de Notícias e comandou a Escola Prática de Administração Militar. Ao referir estes factos não se procura tomar partido nas questões sociais e política da época, apenas situar a figura de Marcelino Marques nesse contexto da sociedade portuguesa e do Belenenses em particular. Serve também o objectivo de demonstrar que no Belenenses coexistem e devem coexistir pessoas, associados e adeptos de todos os quadrantes políticos e credos religiosos. O Artigo Nº2 dos Estatutos do Clube de Futebol «Os Belenenses» assim o determina, da mesma forma que veda, em nome do Clube, manifestações da mesma natureza. É e sempre foi, um Clube Democrático. Pelo menos no que respeita à letra dos seus Estatutos.

Como referimos, o mandato de Marcelino Marques coincidiu com um período bastante agitado no País. Ficaram bem vincadas (e sempre disso fez questão Marcelino Marques) a sua oposição à dependência do Clube de «mecenas». Defendia a auto-sustentabilidade do Clube e a dependência, sim, de todos os sócios. Que estes, no seu todo, deviam ser responsáveis e com eles devia o Clube poder contar nos seus momentos difíceis. Sábias palavras – acrescente-se – e perfeitamente actuais.

Em entrevista concedida ao jornal «Mundo Desportivo» em 21 de Março de 1975, afirmava:
... Ora, uma das formas do Belenenses ser democrata, quanto a mim, é ser de toda a gente. Portanto, o Belenenses não pode daqui para o futuro apoiar-se no Sr. A ou no Sr. B; tem antes que se apoiar em todos os seus sócios e simpatizantes. Quando tal acontecer, o Clube está efectivamente na via da democracia e de certeza que então irá conhecer muito melhores tempos pois as pessoas sentem muito mais as obrigações dos seus dirigentes e estão até muito mais atentos à fórmula como esses dirigentes estragam, ou utilizam os dinheiros que toda a gente dá.”. Era bom que assim fosse. Um desígnio por realizar, ainda hoje, mais de 30 anos depois.

Apenas seis anos após a Junta Directiva que recuperou o Clube no período de 1967 a 1969 em termos financeiros e associativos (de 7.932 para 16.919 sócios) o Clube caíra de novo para cerca de 12.000 sócios e acumulava um prejuízo próximo dos 30.000 contos. Esta direcção foi impotente para deter o acumular de prejuízos e, apesar de uma melhoria no segundo ano de mandato, o passivo cifrava-se em cerca de 38.000 contos. Como referência tenha-se que no final de 1970 o mesmo passivo se cifrava nos 7.200 contos.

No campo desportivo estes foram os acontecimentos mais relevantes ocorridos na Presidência de Marcelino Marques:

1975
Vencedor da Taça Intertoto (Série IX), em Futebol. Semifinalista da Taça de Portugal, em Futebol. Vice-Campeão de Lisboa de Juvenis, em Futebol. Vice-Campeão de Lisboa de Iniciados, em Lisboa. Vitória no Torneio de Santander (adversários: Honved e Racing de Santander). Campeão Nacional de Ténis, por Equipas. Campeão de Lisboa de Andebol Feminino. Campeão Nacional de Juvenis, em Râguebi. Campeão de Lisboa de Juniores, em Ténis de Mesa. João Sequeira presente no Campeonatos Mundial de Xadrez, em Juniores. Início das Obras do Pavilhão Gimnodesportivo (actualmente, Pavilhão Acácio Rosa).

1976
Terceiro lugar no Campeonato Nacional de Futebol. Invicto nos jogos em Casa do Campeonato Nacional de Futebol. Segundo lugar na Série da Taça Internacional (Intertoto) de Futebol. Campeão Nacional de Andebol. Vencedor da Taça de Portugal em Andebol Feminino. Estreia na Taça das Taças, em Andebol Feminino (primeiro Clube português em competições europeias femininas). Vencedor da Taça de Portugal, em Râguebi. Campeão de Lisboa de Juniores, em Basquetebol. Campeão Nacional de Iniciados de Atletismo, em Equipas Masculinas.



1951 – Belenenses ganha Campeonato Nacional de Atletismo, em Equipas Femininas, pela quinta vez (e quarta consecutiva)

Pois é. Nestes tempos, a que hoje nos referimos, o Belenenses tinha uma pista de Atletismo. Na verdade, a actual, no Restelo, é melhor. Sem ironias. Mas, infelizmente, não temos atletas de nível para a trilhar (em treinos, porque quanto a competições, pura e simplesmente não funciona). Não há ninguém ao nível do que, naquele tempo, representavam Joaquim Branco e Rui Ramos, Georgete Duarte e Francelina Moita.

Em termos colectivos, o Belenenses deu cartas no Sector Feminino nas décadas de 40 e 50. Como já referimos, entre 1944 e 1958, o Belenenses foi 10 vezes Campeão Nacional e 13 vezes Campeão de Lisboa.

Sempre liderada por Georgete Duarte, a nossa Equipa Sénior Feminina conquistava, nesta data, o seu quinto Campeonato Nacional e quarto consecutivo. Os outros Campeonatos foram conquistados em 1944, 1948, 1949, 1950, 1952 (ou seja, sexto título consecutivo), 1955, 1956, 1957 e 1958.

Neste mesmo ano, o Belenenses foi também Campeão de Lisboa em Equipas Femininas.
E além disso, foi Campeão Nacional de Juniores de Atletismo, em Equipas Masculinas; Campeão de Lisboa de Corta Mato, em Equipas Seniores Masculinos; Campeão de Portugal de Corta Mato, em Equipas Seniores Masculinos; Campeão de Portugal de Corta Mato, em Equipas Seniores Femininas; Campeão de Portugal de Corta Mato, em Equipas Juniores Masculinos. Na mesma altura, Joaquim Branco detinha oito Recordes Nacionais.



1966 – José Pereira presente na vitória sobre a URSS no jogo de apuramento do terceiro classificado do Campeonato do Mundo

Nesta data, ao vencer por 2-1 a União Soviética, Portugal assegurou aquela que continua a ser a sua melhor classificação de sempre no Campeonato do Mundo de Futebol: o terceiro lugar.

Vicente continuava lesionado, não podendo, pois, dar o seu contributo à equipa, como nos quatro primeiros jogos.

Em contrapartida, José Pereira manteve a titularidade.

Portugal adiantou-se no marcador aos 13 minutos, sofreu o empate a um minuto do intervalo e concretizou o 2-1 final aos 88 minutos.

Os jogadores do Belenenses, José Pereira (cinco encontros no total de seis) e Vicente (quatro jogos), deram assim um contributo assinalável para a bela campanha dos “Magriços” (ver quadro publicado no jornal “Record” de 11 de Julho de 2006).

Note-se que o treinador era Otto Glória, que, ao serviço do Belenenses, ganhou a Taça de Portugal e a Taça de Honra de 1960 (ele que era o treinador do Benfica no, para nós, trágico Campeonato de 1954/55; também treinou o Sporting e, finalmente, o F.C.Porto); que o Coordenador-Geral das Selecções era um ilustre belenenses, José Gomes da Silva; e que, como médico e massagista, lá estavam o Dr. Silva Rocha e João Silva.


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quinta-feira, 27 de julho de 2006

Porque não nos esquecemos e somos Homens de palavra!

Deliberação tomada em reunião de Direcção do Clube de Futebol “Os Belenenses” em 29 de Maio de 2006 e publicada no Site Oficial em 30 de Maio:

"Na sequência da reunião da Direcção do dia 29.05.2006, a Direcção do Clube de Futebol «Os Belenenses» emitiu o seguinte comunicado:

COMUNICADO:

Reunião de Direcção de 29.05.2006.

Tomou a Direcção do clube defutebol osbelenenses conhecimento do parecer emitido pelo Senhor Presidente da Assembleia Geral relativo à convocação de uma Assembleia Geral Extraordinária, promovida por um grupo de sócios.

Esta Direcção nunca se esquivou a prestar esclarecimentos e defender as suas propostas junto dos sócios em Assembleia Geral no momento que entende mais oportuno para os superiores interesses do Clube, pelo que decidiu solicitar ao Senhor Presidente da Assembleia Geral a convocação de uma Assembleia Geral Extraordinária a realizar em data a anunciar oportunamente.

A Direcção deliberou proceder através dos meios disponíveis, nomeadamente o Site Oficial, à divulgação a curto prazo do Plano de Acção Imediato, que permitirá aos associados identificarem-se com a estratégia delineada e em alguns pontos já em execução.


A Direcção do clube defutebol osbelenenses
Estádio do Restelo, 29 de Maio de 2006"


Já passaram 59 dias desde esta deliberação e até agora NADA! Sabendo nós que pelos estatutos do C.F.B. o Presidente da A.G. tem 20 dias úteis para a marcação de uma A.G., chegamos à conclusão que nenhuma Assembleia foi solicitada. E que o curto prazo é superior a dois meses.