quarta-feira, 16 de agosto de 2006

Será que ainda há Homens de Honra e Palavra?

Deliberação tomada em reunião de Direcção do Clube de Futebol “Os Belenenses” em 29 de Maio de 2006 e publicada no Site Oficial em 30 de Maio:

"Na sequência da reunião da Direcção do dia 29.05.2006, a Direcção do Clube de Futebol «Os Belenenses» emitiu o seguinte comunicado:

COMUNICADO:

Reunião de Direcção de 29.05.2006.

Tomou a Direcção do clube defutebol osbelenenses conhecimento do parecer emitido pelo Senhor Presidente da Assembleia Geral relativo à convocação de uma Assembleia Geral Extraordinária, promovida por um grupo de sócios.

Esta Direcção nunca se esquivou a prestar esclarecimentos e defender as suas propostas junto dos sócios em Assembleia Geral no momento que entende mais oportuno para os superiores interesses do Clube, pelo que decidiu solicitar ao Senhor Presidente da Assembleia Geral a convocação de uma Assembleia Geral Extraordinária a realizar em data a anunciar oportunamente.

A Direcção deliberou proceder através dos meios disponíveis, nomeadamente o Site Oficial, à divulgação a curto prazo do Plano de Acção Imediato, que permitirá aos associados identificarem-se com a estratégia delineada e em alguns pontos já em execução.


A Direcção do clube defutebol osbelenenses
Estádio do Restelo, 29 de Maio de 2006"

JÁ SE PASSARAM 79 DIAS!!!

Neste dia, em . . .

1975 – Belenenses vence Torneio de Santander

O Torneio de Santander, disputado no El Sardinero, estádio do Racing de Santander, é um prestigiado torneio de Verão disputado desde 1971. A sua designação oficial começou por ser Torneio «Príncipe de España», passando no ano seguinte a Torneio «Princípe Felipe». Neste ano de 1975, em que o Belenenses venceu o Torneio, este regressou à sua primeira designação oficial.

O troféu que premeia o vencedor é de uma beleza invulgar, o que o torna ainda mais apetecível.

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Convidados para a edição de 1975, além do Belenenses, estavam presentes os húngaros do Honved e, o clube local, o Racing de Santander.

Quanto ao primeiro, fundado em Budapeste, em 1909, com o nome de Kipesti AC, viu o seu nome mudado para Honved (em húngaro: exército) em 1949, passando a ser o clube do Exército Vermelho. Seria sob essa designação que se tornaria famoso mundialmente na década de 50, quando nele brilhavam nomes como os de Czibor, Kocsis (imortalizados no Barcelona e na selecção húngara) e Puskas (na selecção e no Real Madrid).

O Honved e a selecção húngara não recuperariam tão cedo quando, em 1956, a revolução húngara contra a ocupação soviética ocorreu. Assim mesmo, o palmarés do Honved é rico, com 13 campeonatos conquistados (em 1950, 1951, 1952, 1954, 1955, 1980, 1984, 1985, 1986, 1988, 1989, 1991 e 1993) e cinco Taças da Hungria (em 1926, 1964, 1985, 1989 e 1996).

Já o Racing de Santander não tem um palmarés semelhante ou sequer ao nível dos seus opositores de 1975. Sem troféus de monta conquistados em Espanha, o Racing oscilou durante muitos anos entre o primeiro e o segundo escalões do futebol espanhol. Porém, nesta época de 1975/76, e regressado ao principal escalão, faria uma das suas melhores temporadas classificando-se tranquilamente na 12ª posição (em 18 equipas).

Por sua vez, o Belenenses terminara o campeonato nacional (de 1974/75) na sexta posição. À época, e apesar de todas as dificuldades, não deixava de ser forte desilusão. Na Taça seria semi-finalista baqueando apenas no estádio do Benfica (campeão nessa época) e pela diferença mínima (1-2).

Era um Belenenses ambicioso que se apresentava para a época de 1975/76. A prová-lo, havia já a conquista da Taça Intertoto (Série IX), em 2 de Agosto, precisamente duas semanas antes da conquista deste novo troféu.

No Belenenses pontificavam nomes como Quaresma, Godinho, Gonzalez, Freitas, Pietra, Sambinha, Alfredo, Ernesto, João Cardoso, Melo, Isidro, etc. Apesar da saída de Quinito, no final da época de 1974/75, o Belenenses reforçara o ataque com Vasques que se viria a revelar um bom reforço.

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O torneio decorreu em três dias consecutivos. O Belenenses começou por empatar com a equipa da casa a uma bola, mas venceria o Honved por 4-2, o que, face à vitória deste último sobre o Racing de Santander no último dia do torneio (por 3-1), deu a vitória final.

Foi com natural e sentida satisfação que o Belenenses conquistou este torneio e mais um belíssimo troféu para o seu já enorme pecúlio que conta com mais de 10.000 troféus, patentes na Sala de Troféus, no Estádio do Restelo.

Esta época de 1975/76 continuaria a correr bem, apesar das já bem latentes dificuldades financeiras. Com a continuação de Peres Bandeira no comando técnico, o Belenenses regressaria ao podium, conquistando a terceira posição do Campeonato. A mais repetida de sempre, nunca é demais dizê-lo.



1978 – Empate 1-1 em Bilbau com Atlético local

Não vivendo já os seus tempos áureos, o Belenenses continuava a desfrutar de bastante prestígio, mesmo fora de Portugal.

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Assim, neste Verão de 1978, foi convidado para participar num torneio organizado pelo Atlético de Bilbau e em que participaram também, nesse mesmo ano, clubes tão prestigiados como o PSV ou o Fluminense.

A época anterior tinha-nos deixado num quinto lugar com sabor agridoce. Na verdade, a equipa, treinada por António Medeiros, lograra resultados razoáveis, apesar da saída de jogadores muito prestigiados e com bastantes anos de clube (casos máximo de Vitor Godinho e Alfredo Quaresma, dispensados por Medeiros, e de Gonzalez e Melo, que saíram para o Porto e o Sporting, respectivamente) e da entrada de jogadores menos experientes; e, nesse aspecto, havia motivos para alguma satisfação.

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A defesa, então a terceira melhor do Campeonato, com somente 21 golos sofridos em 30 jogos, estivera muito bem. No entanto, por outro lado, o Belenenses de então ainda achava relativamente decepcionante um quinto lugar, mais a mais quando tal classificação – caso algo raro – nem sequer deu acesso às competições europeias, e, sobretudo, quando tínhamos andado uma boa parte do Campeonato em terceiro – quarto lugar e, no início da segunda volta, chegámos mesmo a “ameaçar” entrar na luta pelo título... (O plantel da equipa dessa época de 1977/78, mais os resultados da primeira volta, reproduzem-se a partir de Suplemento do jornal a Bola do Verão de 1977. Incrível, nós guardamos carinhosamente essas e outras coisas mais antigas, numa dedicação de décadas e décadas... e, no entanto, temos que levar com “gente” – alguma da qual nem então era nascida e que passou a última época a gozar enquanto nós desesperávamos – a insinuar que talvez quiséssemos o Belenenses na Segunda Divisão. Como podemos sentir outra coisa que não seja um nojo absoluto?).

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De forma que, para a época de 1978/79, havia uma grande expectativa.

Este resultado em Bilbau, no seu mítico Estádio de San Mamés, parecia dar razão às projecções mais optimistas. Não é qualquer equipa que vai empatar a Bilbau, um dos mais fortes e prestigiados clubes de Espanha.

Note-se que contam, no seu palmarés, com 8 Campeonatos e 24 (sim, 24!) Taças de Espanha e, ainda, uma Supertaça. Em Campeonatos, são o quarto clube espanhol, a seguir ao Real Madrid (29), ao Barcelona (16) e ao Atlético de Madrid (9). Em Taças, repartem o primeiro lugar com o Barcelona.

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A nível europeu, a equipa basca foi finalista da Taça UEFA em 1977. Na altura, a final desta prova era a duas mãos. O adversário foi a Juventus. Em Turim, os italianos ganharam por 1-0; em Bilbau, o Athletic venceu por 2-1. Só pela regra de desempate pelo golo fora é que os bascos perderam o troféu para a Juventus. Tal ocorreu um ano antes do jogo com o Belenenses a que nos referimos, o que é mais um motivo para valorizar o resultado obtido pela nossa equipa.

Nela, pontificavam então jogadores como Vasques, Esmoriz, Cepeda, Sambinha, Isidro, Lincoln, Luís Horta, Alhinho e Eurico.

O campeonato desse ano, porém, veio a acabar com um decepcionante oitavo lugar. Note-se, contudo, que esta classificação é algo enganadora. O Belenenses lutou até muito próximo do final pelo quarto lugar, mais uma vez o último a dar acesso à Taça UEFA. E, aliás, ao adversário que ficou em quarto lugar, e com quem estivemos par a par grande parte do Campeonato, o Sporting de Braga, goleámos por 7-1 no Restelo. Tivemos, de resto, o quarto melhor ataque, à frente até do Sporting. Só nas últimas jornadas decaímos, o que levou à demissão do treinador. Na época seguinte, o comando técnico foi entregue a Juca, obtendo-se novo quinto lugar.

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Seja como for, não havia bloguistas – ou outros sócios – a rejubilar. Era outro Belenenses, de facto...

terça-feira, 15 de agosto de 2006

Alice neste País das Maravilhas ou a Louca Inconsistência da Rainha de Copas

Artigo de opinião de Vítor Gomes, publicado em simultâneo com o Blog CFBelenenses:

Para falar verdade já não me lembro se a malvada rainha do conto de Lewis Carroll era de copas, de espadas ou de outro qualquer naipe. Mas que a conduta desta rainha e de todo o elenco da história era de loucos, era sem dúvida.

Esta recordação da juventude de todos nós, independentemente do factor idade de cada um, pertence a uma fase da descoberta do elogio à loucura colectiva em que navega o nosso mundo.

Não acabei de descobrir o ovo de galinha que nasceu do ovo. Este tema já foi dissecado até uma cansativa exaustão, na sua poesia, no seu ensinamento, mas o que é facto é que ainda vive na nossa memória e, de vez em quando, é apropriadamente bem-vindo quando descobrimos que temos a triste honra de viver numa terra do faz de conta.

É evidente que a minha rainha de copas é a LPFP e simultaneamente a FPF. Ainda não compreendi porque é necessária a primeira, mas isso pertence a outro tema que não pretendo abordar. Talvez os jornais de finanças e negócios tenham explicações, mas isso agora não me interessa como acabei de dizer.

Do que eu não tenho dúvidas é que neste caso de loucura a que se deu o nome Mateus, o nosso Lewis C. teria certamente uns extras a acrescentar à palhaçada desconcertada (ou não) que benevolamente chamarei apenas farsa.

Os créditos negativos estão todos no sistema. E esse sistema, tal Chapeleiro Louco, quer por força ignorar o que está escrito na Lei, interpretar a seu belo prazer na fórmula que lhe convém um fim favorável. Ora aqui entra em cena o conjunto de personagens que nos fazem rir: a Lebre, o Rato do campo, o Coelho Branco e o Gato que ri. E também outros que não entram naquela história mas fazem parte desta e a que chamarei os Compadres.

Há normas e fórmulas a cumprir sob a capa honesta da legalidade e isso deveria ser efectuado em tempo útil. Há acima de tudo aquela honestidade a perseverar e a honrar, doa a quem doer. A Rainha de Copas déspota e caricata não liga a isso, aponta para aquela senhora de olhos vendados e de balança na mão e autoritariamente berra: cortem-lhe a cabeça!

E tudo isto ante a passividade sonolenta e pastosa daqueles que deveriam demonstrar que estão vivos e vivos para resolver os problemas que devem resolver.

As agruras da Alice já duram há tempos que não lembrariam a ninguém persistirem. Nem o Coelho Branco que andava sempre a correr, nem o Gato Sorridente, ficariam bem nesta história que é mais louca que a deles. Certamente que o Lewis Carroll teria muito pudor em colocar as suas grotescas personagens em tal grotesca história. Ainda que ela seja real e se passe nos dias de hoje neste país do faz de conta.

PS : Como Belenenses não posso deixar de salientar o desprezo manifestado pelos clubes da nossa região por este caso em que devíamos ser apoiados pelo menos moralmente. Já recebemos simpatia da Académica e até de Guimarães mas dos nossos “queridos”estarolas de Lisboa, nem um pio, nem um pequeno apoio dos seus adeptos. Claro que têm o direito de se manter à margem, mas se fossem eles que de nós precisassem não haveria margens. Que os leve o diabo e que o Céu lhes caia em cima da cabeça.

Carta ao Zé da Praia *

* – Texto publicado originalmente no Boletim Mensal «Os Belenenses» de Maio de 1946. Do arquivo de Pedro Patrão.


Do ilustre escritor teatral e nosso consócio Capitão Almeida Amaral recebemos a carta que publicamos abaixo, dirigida a um nosso consócio já um pouco avançado na idade mas que recorda com saudade a sua origem: a praia.

Leiam, pois, com muita atenção, tanta como a que o Zé há-de ter ao recordar os velhos tempos em que depreciativamente o tratavam a ele e aos seus camaradas de clube, de rapazes da praia.

Bons tempos . . .



Meu caro Zé da Praia


Sei que estás doente e venho trazer-te duas palavras de conforto. Não vale nada mas sabem bem...

Muito tens tu sofrido, meu velho! ... Quem se admira que tu estejas doente? ... Só se forem aqueles que não te conhecem e não te compreendem. Aqueles que não sabem o que tens trabalhado para enfim chegares a ser legalmente (porque o resto...) o número um de Portugal, nestas andanças da bola... Aqueles que são também doentes por «outrém»... Aqueles que não sabem que o azar é mais difícil de vencer que os desafios...

Só esses meu velho Zé da Praia, é que não admiram a tua doença magnífica...

Parece de mau gosto escrever a um doente para confortá-lo e apelidar de magnífica a doença... Mas é assim mesmo, Zé da Praia, e que cada vez sejas mais doente é o que de todo o coração te desejo...

Se tu não fosses doente nada tinhas conseguido... São os teus gritos de sofrimento, os teus esgares de dôr, a febre alta que manténs, o desassossego que manifestas que te levaram a campeão...

Se tu fosses são como um pero, equilibrado, sem reacções, calado, de temperatura normal, estavas desgraçado da vida...

Mantem-te doente, cada vez mais doente e nunca morrerás...

Eu assisti à leitura da tua análise de sangue depois do desafio com o Benfica que decidiu o campeonato.

Lembras-te? Foste conduzido ao hospital quase sem dares acordo de ti, exausto, pálido, doentíssimo...

Não te esqueceu ainda decerto o que dizia o papelinho do analista que transcrevo abaixo:

Análise de sangue do Zé da Praia

Qualidade – Belenenses – fortemente positivo
Côr – Azul
+ + + + + (Cinco cruzes... de Cristo)
Glóbulos vermelhos – nada

Ora depois desta lindíssima análise diz-me lá, meu velho Zé da Praia, se não vale a pena ser doente...

Esperando que a tua febre aumente, que o teu sofrimento seja cada vez mais insuportável com vista à taça... de remédio que ainda tens de tomar, sou teu admirador e grande amigo.


Almeida Amaral


Post-Scriptum: Imaginar o resultado actual das análises ao sangue do «Zé da Praia» seria algo de assustador...

segunda-feira, 14 de agosto de 2006

A Ultrapassagem

Não entraremos na discussão vazia sobre se há «grandes» e se sim quais e quantos são. As interpretações devem basear-se em números, estatísticas. Para isso servimo-nos das únicas que são válidas. O Campeonato dos Campeonatos.

Nas duas tabelas seguintes são visíveis dois momentos cruciais no que respeita à discussão do terceiro posto no «Campeonato dos Campeonatos».

No final do campeonato de 1951/52, o F.C. Porto aproximou-se fatalmente do Belenenses no ranking geral. A distância cifrava-se em dois pontos, muito por força do péssimo, terrível, inesperado e inaceitável 9º lugar obtido no campeonato de 1950/51. Era a distância mínima registada desde sempre.

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Seguiram-se algumas épocas de alternância. Mas no final da época de 1955/56 o F.C. Porto igualava o Belenenses no Campeonato dos Campeonatos. A partir desse momento não mais o Belenenses voltaria a ser o terceiro nesta lista.

O Belenenses entraria em breve na terrível década de 60 que o afastaria da discussão sistemática dos lugares cimeiros, a braços com as despesas do Novo Estádio. O Belenenses, tal como o mundo o conhecera até então começava a morrer, envenenado pelos poderes instituídos, dos senhores que viam no Belenenses um perigo à hegemonia dos seus, dilectos, dois clubes lisboetas.

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Mesmo actualmente é possível verificar a enorme distância existente entre o quarto classificado do Campeonato dos Campeonatos e os que o seguem mais de perto. Apesar dos últimos quinze anos terem sido o que sabemos note-se a diferença em todos os aspectos da estatística.

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Se é verdade que o fosso entre os três primeiros e o quarto aumentou consideravelmente, a verdade é que o quinto ainda vem a mais duzentos pontos. E não é o Boavista...

Depois disto, bem se vê, é estéril discutir a questão do «quarto grande».

sábado, 12 de agosto de 2006

Hoje como Antigamente: Angariação de Sócios em 1955

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Se nos disseram que o Montepio Geral ia abandonar o Futebol, porque é que continua a patrocinar o Boavista FC?

Ou será que "apenas" abandonou o Belenenses, e não o Futebol?

E porquê?

E porque não nos dizem a verdade?

sexta-feira, 11 de agosto de 2006

Neste dia, em . . .

1906 – Nasce Pascoal Rodrigues (Presidente à data da inauguração do Estádio do Restelo)

O Major Amândio Manuel Pascoal Rodrigues é mais um dos grandes dirigentes históricos do Belenenses.

Foi Presidente da Direcção nos anos de 1955 e 1956. Anteriormente, entre 1952 e 1954, tinha sido Vice-Presidente da Direcção (na altura, só havia um Vice-Presidente, o que conferia grande importância ao cargo), quando o Presidente era Francisco Mega.

Nos dois anos da sua Presidência, tiveram lugar factos de grande importância e momentos de grande emotividade na vida do Belenenses.

Foi assim com a perda do Campeonato de 1954/55, a quatro minutos do fim; com a conclusão das obras do Estádio do Restelo e sua inauguração em 1956, e consequente abandono das Salésias.

Entretanto, além desses acontecimentos extraordinariamente marcantes para a vida do clube, há a assinalar, nos anos de 1955 e 1956 - aqueles em que presidiu à Direcção -, os outros seguintes factos relevantes para o Belenenses:

1955
Segundo lugar no Campeonato Nacional de Futebol (título perdido a quatro minutos do fim). Matateu é o melhor marcador no Campeonato Nacional de Futebol. Participação na Taça Latina com Milão e Real Madrid e Matateu a ser levado em ombros. Belenenses vence Vasco da Gama por 2-1. Vice-Campeão de Lisboa de Juniores, em Futebol. Festa de Homenagem a Serafim das Neves. Campeão de Portugal de Atletismo, em Equipas Femininas. Campeão de Lisboa de Atletismo, em Equipas Femininas. Georgete Duarte, Campeã Nacional de Salto em Comprimento pela oitava vez consecutiva. Campeão Nacional, em Basquetebol Feminino. Campeão de Lisboa em Basquetebol Feminino. Vice-Campeão de Lisboa, em Basquetebol Masculino. Campeão de Lisboa em Râguebi. Lotação das Salésias aumentada em 1.000 lugares para sócios “cativos” (capacidade: 22.000). O número de sócios sobe para cerca de 11.000.

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1956
Terceiro lugar no Campeonato Nacional de Futebol. Semifinalista da Taça de Portugal, em Futebol. Campeão Nacional de Futebol, em Reservas (Torneio Octogonal da FPF). Vitória 2-0 sobre Stade de Reims, nesse ano finalista da Taça dos Campeões Europeus, em Futebol (o que repetiria três anos depois). Campeão de Portugal em Râguebi. Campeão de Lisboa em Râguebi. Campeão de Lisboa em Basquetebol Feminino (segundo título consecutivo). Campeão Nacional de Atletismo em Equipas. Campeão de Lisboa de Atletismo em Equipas Femininas (12º título e 8º consecutivo). Francelina Moita obtém oitavo título nacional de Atletismo, em três provas diferentes. Rui Ramos, Campeão Nacional de Triplo Salto pela terceira vez consecutiva. Campeão de Lisboa de Badmington. Último jogo no Estádio das Salésias. Inauguração do Estádio do Restelo (vitória por 2-1 sobre o Sporting. No primeiro jogo oficial, triunfo por 5-1 sobre Vitória de Setúbal). Estandarte do Clube é condecorado com a “Medalha de Mérito Desportivo”. Número de troféus ultrapassa os 1.500. O clube tem 12 modalidades, 700 praticantes e 14.500 sócios (maior número de sócios até à data, e só ultrapassado em 1969).

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Entretanto, já antes de ser dirigente Amândio Pascoal Rodrigues prestara excelentes serviços e provas de dedicação ao clube. Assim, em 19 de Outubro de 1950, foi distinguido como Sócio Honorário.

Mais tarde, foi naturalmente distinguido como um de “Os que mais Serviram” na construção do Estádio do Restelo (num total de onze associados). Em 1965, recebeu ainda do Belenenses a medalha de “Bons Serviços e Valor Clubista” (que só foi atribuída esse ano), juntamente com Joaquim de Almeida, Rómulo Trindade, Francisco Soares da Cunha, Henrique Tenreiro, Sebastião Lucas da Fonseca (Matateu), Mariano Amaro e Francisco Vale Guimarães.



1984 – José Pinto é oitavo nos 50 Km Marcha dos Jogos Olímpicos de Los Angeles

José Pinto merece um lugar de relevo na história do Belenenses. Com efeito, os vários títulos e recordes nacionais que obteve, já justificariam, por si, um significativo destaque.

A sua notabilidade fica, entretanto, muito acrescida pelas inúmeras participações que teve em Campeonatos do Mundo (por exemplo, em 1987, foi 15º classificado), Campeonatos da Europa, Taças do Mundo e outras competições internacionais de grande relevo.

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Mas um lugar à parte decorre, naturalmente, de ter sido o único atleta do Belenenses (e dos pouco portugueses) a estar presente em três Jogos Olímpicos: os de 1984, 1988 e 1992.

A sua primeira participação foi a melhor: obteve um oitavo lugar nos 50 Km Marcha (com o tempo de 4h 04m 42s). Tal consubstancia também o melhor lugar obtido por um atleta nosso num Jogos Olímpicos. Vem, em seguida, o décimo lugar de Rui Ramos, em 1952, na prova de Triplo Salto.

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Para quando, enfim, uma medalha? Não seria essa a decorrência lógica do tão propalado ecletismo?



2004 – Belenenses vence Celta de Vigo, no Estádio do Restelo, por 1-0

Para o jogo de apresentação aos Sócios, na época 2004/05, o Belenenses convidou o Celta de Vigo. Um clube conceituado em Espanha mas que havia descido no final da desastrosa época de 2003/2004 à segunda divisão espanhola. No entanto mantinha boa parte dos jogadores mais importantes e constituía sério candidato ao imediato retorno ao primeiro escalão. Não deixava por isso de ser uma equipa de valor, aquela com que o Belenenses escolhera defrontar-se neste dia.

E foi um jogo típico de início de temporada a que pôde assistir o público presente. Alinhando inicialmente com Marco Aurélio; Amaral, Rolando, Pelé e Cristiano; Marco Paulo, Andersson, Juninho Petrolina e José Pedro; Antchouet e Rodolfo Lima, o Belenenses tomou cedo conta da partida e as oportunidades sucederam-se. No entanto apenas aos 24 minutos da primeira parte o Belenenses teria sucesso a visar a baliza galega produzindo o único golo da partida.

Com uma expulsão, aos 43 minutos da primeira parte por conduta violenta por parte de um jogador adversário, o jogo praticamente terminou. Sucederam-se inúmeras substituições que retiraram o pouco interesse que a partida ainda tinha, com o jogo a decorrer em sentido único – a baliza do clube espanhol.

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Nesta equipa do Celta de Vigo alinhava então Capucho, internacional português, que ao ser substituído retribuiu a grande saudação que lhe foi feita pelos espectadores presentes.

Alinharam ainda pelo Belenenses os jogadores Cabral, Tuck, Ruben Amorim, Brasília, Mangiarrati, Neca, Eliseu, Gonçalo Brandão e Pedro Alves.

quinta-feira, 10 de agosto de 2006

quarta-feira, 9 de agosto de 2006

Evolução dos Sócios – ou antes: Involução dos Sócios

No Jornal do Belenenses de 10 de Setembro de 1987, era publicada uma planta do Estádio do Restelo com a indicação dos lugares reservados aos sócios.

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Esse facto era justificado pelo facto de se ter aberto aos sócios mais uma parte do Estádio, cerca de metade do Topo Sul (hoje inutilizado). Ao contrário do que pensam algumas pessoas que gravitam nos centros de decisão do Belenenses, não é verdade que essa bancada nunca tenha tido público. Pelo contrário, muitas vezes a vimos bem cheia. Porque será que outros não viram???!!!

Além disso, estava reservada, aos associados, toda a Bancada Poente (e respectivos camarotes) e ainda dos sectores (então designados 12 e 13) da Bancada Nascente.

Passados 19 anos e quase 10 milhões de contos gerados pelo Bingo, deixara, de ser utilizadas pelos sócios, por desnecessário, os lugares da Bancada Nascente e do Topo Sul (o que significa quase menos 4.000 pessoas). Acresce ainda que, com a recente colocação de cadeiras no anel inferior da Bancada Poente, a lotação reuniam em mais cerca de 1.000 pessoas). Mas, o pior de
tudo é que, nessa altura, os lugares disponíveis (em maior número) estariam umas 4 vezes mais preenchidos do que actualmente...

Para onde vai o Belenenses? Quem se preocupa com isto?!

terça-feira, 8 de agosto de 2006

Isto Sim, é passar das palavras aos Actos!

Recebemos do nosso companheiro e amigo José António Nóbrega a seguinte "press release", que com todo o gosto passamos a publicar:

I - Identificação dos Signatários

- Joana Leote de Almeida, Jurista;

- Jorge Emanuel Coroado, Bancário/ex - Árbitro Intern. de Futebol;

- José António Nóbrega, Perito Independente Ajuramentado;


II – Declaração de Princípios

Os signatários, cidadãos independentes, decidiram manifestar a sua preocupação e revolta, perante os contornos obscuros e de ética duvidosa em que o chamado ”Caso Mateus” resvalou nos últimos meses com a mais completa aquiescência ou indiferença das Entidades que deviam fiscalizar e fazer cumprir a legislação em vigor.

Esta nossa posição não é tutelada por quaisquer interesses políticos / partidários, desportivos ou mesmo de índole clubística. Não é igualmente uma manifestação contra nenhuma região do país, apenas e tão só, enquanto adeptos do Clube de Futebol “Os Belenenses” que pugnam pela verdade a todos os níveis, contra a batota e algum amiguismo que se têm vindo a instituir como forças dominante de alguns grupos que aos poucos têm-se sobreposto às leis vigentes.

Educados no são convívio desportivo, sempre aceitamos as vitórias, empates ou derrotas, como consequência final natural e lógica, do empenho, arte ou até mesmo algum melhor aproveitamento de sorte momentânea, aquando do correcto confronto com honrosos adversários que disputem as competições em que seja possível chegar ao fim com um destes três resultados, na mais estrita observância das leis vigentes.

Infelizmente, ao longo das últimas décadas, nomeadamente no que toca ás Competições Desportivas Profissionais, assiste-se ao desmoronar completo deste “Edifício”, com o subsequente descalabro da verdade desportiva, em favor da prática continuada de pequenos truques, branqueando-se os mais diversos atentados à verdade.

Na prática, as regras que deveriam ser iguais para todos, são interpretadas por algumas pessoas que deveriam dar o exemplo de isenção e idoneidade das formas mais díspares, nalguns casos, mesmo contraditórias, sempre que é necessário servir amigos e compadres, no mais completo despudor voyerista.

Porque este combate é a luta da Vida de Todos Os Belenenses, entendemos que todos os Adeptos têm o dever de defender o Clube contra a batota;


III – Das Razões Obscuras que Descredibilizam o Futebol Português

Com horror, assistimos à Norma “Institucionalmente Aceite”, de que : “… o que hoje é verdade no futebol português, amanhã é mentira...”.

Segue-se a telenovela “Apito Dourado”, onde a batota voltou a prevalecer, a partir do momento em que não são validadas as conversas recolhidas pela PJ, indo por água abaixo a “prova”, recolhida pelo esforço de homens sérios que não se haviam intimidado com as ameaças dos “tubarões do futebol”, que assim escapam pela “malha pequena”.

Ou seja, fica para os anais do ridículo da história, apenas os espectáculos televisivos, onde alguns fizeram batota e fugiram à pernoita forçada nas instalações da PJ. Os amigos para alguma coisa servem!

Com este triste caso, abafou-se os caldinhos de alguma arbitragem batoteira e o erário público ficou mais pobre, a FIFA é que escaldada, não foi em cantigas e deixou a arbitragem nacional fora do mundial.

No caso em apreço, pasma-se com o ruidoso silêncio daqueles que mandam (a troco de favores e equilíbrios espúrios), sempre a reboque da santa irmandade dos chamados “interesses do norte”.

Porque não temos memória curta, ainda nos recordamos dos casos, Maputa, Juventude de Belém, Bento Marques / Mihaylov, Gonçalves / Veiga Trigo, Penafielgate, para não recuarmos ao célebre campeonato perdido na década de 50, em que o “resultado” já estava ditado há muito.

Foi preciso a morte acercar-se de Carlos Gomes para este admitir que a bola esteve várias vezes dentro da sua baliza, com a mais completa complacência do “ceguinho” do árbitro.


IV – Particularidades do Caso “Mateus”

- Este caso, trata apenas e tão só da batota do Gil Vicente, que não aceitou as regras do jogo e tenta a tudo o custo, safar-se da enrascada em que se meteu, obstruindo a justiça desportiva com truques e malabarismos baratos;
- Querer branquear este caso, é o nojo a que vamos assistindo diariamente, por todos aqueles que se esquecem que Paços de Ferreira e Guimarães também queriam o jogador Mateus e aceitaram o parecer da liga, ou seja, ficaram prejudicados porque respeitaram os regulamentos que todos livremente votaram;
- O CJ da FPF, aceitar sujeitar-se à chacota pública que o delirante de Barcelos antevê, era a gota que faria transbordar a confiança na justiça desportiva;

- A legislação desportiva em vigor da LPFP (votada por unanimidade pelos clubes profissionais de futebol) e FPF, no que toca a jogadores inscritos como amadores, remete para 2 anos de duração com este estatuto, permitindo o retorno a jogador profissional no 3º. Ano (impedindo qualquer alteração a este estatuto durante este período), mesmo que o jogador fosse jogar para liga, dita superior;
- O jogador Mateus inicialmente profissional de futebol no Casa Pia, é aliciado a transferir-se para o Felgueiras, o que acaba por não se concretizar, face às incidências de todos conhecidas, que acabaram por ditar a inactividade desportiva desta última Entidade;
- Entretanto, aparece em 2006 como jogador amador do Lixa, prescindindo o Casa Pia da verba de cerca de € 200.000,00 (inerente ao pagamento da sua formação);
- Na fase de aperto das competições profissionais da Liga Betandwin 2005/06, mormente em Dezembro, diversos clubes consultaram a Liga no sentido de apurarem de poderiam voltar a inscrever este jogador como profissional, casos do Paços de Ferreira, Vitória de Guimarães, entre outros clubes, acatando a recomendação do Director da liga, Dr. Cunha Leal, que expressamente negou tal hipótese, face à regulamentação vigente, inclusive internacional;
- Ao invés, os Senhores Dirigentes do Gil Vicente decidem “correr risco calculado”, apesar dos alertas de infracção aos regulamentos desportivos, efectuada pelo Senhor Presidente do Lixa, Manuel Sousa, ao então Director Desportivo, Sr. Paulo Alves, que se fazia acompanhar pelo seu inefável presidente;
- Neste impossível negócio O GV acorda liquidar ao Lixa em 5 prestações a verba compensatória aceite, sabendo-se, segundo o que foi revelado publicamente, que apenas terá sido liquidado o primeiro cheque;
- Para o efeito, recorre-se a habilidade jurídica, colocando documentação já elaborada perante o jogador, que assina de “cruz” petição cautelar para o Tribunal Administrativo e Fiscal do Porto;
- O jogador é inscrito pela liga e federação, sendo emitida licença nº. 767433,;
- O Jogador Mateus intervém em 4 partidas do nacional, nas quais verificam-se 2 vitórias e 2 derrotas;
- As equipas derrotadas, nomeadamente o Vitória de Setúbal, protesta para o CD da Liga que “nega provimento” na reclamação;
- Neste CD da Liga, têm assento o Presidente Juiz Desembargador Gomes da Silva e o vogal Dr. Domingos Lopes;
- Refira-se que o Vogal, Dr. Domingos Lopes, advogado, é filho do Sr. Constantino Lopes, vice-presidente para a área financeira do Gil Vicente;
- Têm igualmente assente neste CD da Liga os Exmºs. Senhores Juízes Desembargadores, Drs. Pedro Mourão e Francisco Cebola,
os quais ao longo do processo têm mantido inexcedível lisura, no seguimento da imagem de independência e responsabilidade cívica da mais alta magistratura portuguesa;
- Em Março o Tribunal Administrativo e Fiscal do Porto, decide-se revogar as providências cautelares anteriormente decretadas;
- Entretanto, o Dr. Cunha Leal (director da Liga), cancela provisoriamente a licença do jogador, que deixa de ser utilizado pelo GV;
- O Clube de Futebol Os Belenenses em Maio participa à Liga da utilização incorrecta do jogador Mateus pelo GV, evocando o Artº. 63 do Regulamento Disciplinar. A este processo, junta-se a outra participação anterior da Académica;
- A este incidente reage o GV, alegando que foi Mateus quem recorreu para os tribunais;
- Curiosamente, o jogador durante o tempo que esteve ao serviço da selecção de Angola, em entrevista a vários órgão da CS, refere claramente que foi o GV quem recorreu aos tribunais, dizendo-lhe que assinasse os papeis que do resto tratavam eles;
- Seguem várias diatribes do presidente do GV contra todos os que denunciam o seu atropelo às leis desportivas, nomeadamente o Dr. Cunha Leal;
- A FIFA ao ter conhecimento deste caso, reage e pede esclarecimentos à FPF;
- Segue-se a lenga-lenda de autos de “inocência”, alegando que se trata de mero conflito de trabalho;
- Sabe-se que em 1 de Junho pp, o CD da Liga reuniu-se em Lisboa, apreciando a queixa do Belenenses, na qual participaram 3 dos 4 elementos, tendo pedido escusa através de requerimento o Dr. Domingos Lopes (alegando conflito de interesses);
- Nesta reunião, terá sido decidida a penalização do GV com descida de divisão, por recurso a tribunais civis (em matéria de âmbito desportivo);
- A decisão terá tido os votos favoráveis dos 3 elementos que votaram;
- O presidente do CD da Liga pede ao Dr. Cunha Leal que transporte o envelope fechado com o citado parecer para a sede da Liga no Porto, o que ocorre a 5 de Junho pp;
- Vem-se a saber posteriormente, que o Acórdão apenas foi assinado pelos Relator do Processo, Juiz Pedro Mourão e vogal, Juiz Francisco Cebola;
- Entretanto a 8 de Junho pp, demite-se da direcção do GV o Sr. Constantino Lopes, alegando (“…salvaguardar a consciência jurídica do filho…”;
- Segue-se a odisseia deste processo, com nova reunião do CD da Liga a 9 de Junho pp, ocasião em que o Sr. Juiz Gomes da Silva, aparentemente muda o seu sentido de voto, permitindo igualmente que o Dr. Domingos Lopes volte a participar na votação (por já não ser filho do pai);
- Nesta farsa de reunião, o Acórdão teria tido uma votação de 2 a 2, utilizando o Sr. Juiz Gomes da Silva um pretenso voto de qualidade para garantir a votação ímpar, ou seja 3 a 2, como parecer para arquivar as queixas do CFB e Académica;
- Os Juízes Pedro Mourão e Francisco Cebola ao solicitarem que o presidente do CD justificasse o seu voto de “qualidade”, este surpreendentemente, afirma “…somos todos juristas, não há necessidade de qualquer justificação…”:
- São notificadas as Partes deste “notável acórdão”;
- Como qualquer leigo atento, facilmente conclui, a figura do voto de desempate, apenas é aceite pela Jurisprudência Portuguesa, sempre que constar nos estatutos das Entidades envolvidas, a alusão ao voto de qualidade de um qualquer dos presidentes dos vários órgão que a compõem, o que não se verifica nos estatutos da Liga Profissional de Futebol Portuguesa (votados por unanimidade por todos os seus membros fundadores);

- Acresce que este órgão devia ter número ímpar de membros;
- Face à “cambalhota” do presidente do CD da liga, é dada ampla publicidade a este novo “rigor jurídico”, e os Vogais Pedro Mourão e Francisco Cebola, solicitam escusa dos seus cargos ao Presidente da AG da Liga, Exmº. Juiz Adriano Afonso;
- As partes reagem em sentidos opostos, enquanto o Presidente do CF OS Belenenses, Engº. Cabral Ferreira, prima pela educação, elegância de trato, relatando de forma factual e isenta as enormidades processuais e jurídicas cometidas, reiterando a sua decisão de avançar com o processo até às últimas instâncias desportivas mundiais (FIFA), a parte contrária prefere o verbo truculento, a suspeição e estilo panfletário, mantendo viva a fábula do lobo, disparando em todas as direcções e garantindo que se trata de uma autêntica cabala montada contra o GV;
- O CFB apresenta recurso no CJ da FPF, o qual presidido pelo Juiz Mortágua, aprecia o caso a 6 de Julho pp, remetendo o acórdão do CD da Liga para ser reapreciado, sem a presença do vogal Dr. Domingos Lopes por “…irregularidade de intervenção deste membro…”;
- Aqui poderemos dizer que o CJ da FPF, podia e devia ter tomado posição final contra a batota, preferiu passar a batata quente para o CD da Liga;

- O Presidente da AG da Liga, não aceita a as demissões dos vogais do CD, solicitando ao Presidente do CD da Liga que cumpra o pedido de reapreciação formulado pelo CJ da FPF;
- Em 14 de Julho pp, ocorrem os sorteios das competições profissionais e mais uma vez as comadres tentam branquear o acto desrespeitoso do GV, colocando o nome no sorteio, ainda que de forma condicionada;
- O dono do GV apressa-se a “cantar de galo”, anunciando mais uma “vitória”, certamente de pirro;

- A reunião do CD da Liga inicialmente marcada para 19 de Julho pp, é adiada pelo presidente do CD para 21 do mesmo mês (por alegados impedimentos pessoais);
- Curiosamente, a 20 do mesmo mês o GV apresenta requerimento de suspeição na Liga, evocando parcialidade dos Vogais que votaram contra o GV;
- Este requerimento é abusivamente aceite e apreciado por Gomes da Silva, que o despacha para o CJ da FPF;
- Segue-se protesto público do Juiz Pedro Mourão, que revela ser ele o Relator do Processo, pelo que a acção do “seu” ex - presidente é inválida quanto à apreciação deste “requerimento”;
- De forma curiosa ou não, o Juiz Gomes da Silva demite-se a 20 de Julho pp;
- Face a esta aparente manobra dilatória, o CD da Liga fica sem quórum;
- Uma vez mais os batoteiros reclamam vitória, reconhecendo que a haver penalização com descida de divisão, esta só pode ocorrer na época 2007/08, dado a “época oficial 2006/07 ter-se iniciado a 1 Julho pp”;
- Os responsáveis desportivos e políticos assistem a toda esta reles opereta bufa, mudos e quedos, o crime, aparentemente, continua a compensar;

- Entretanto e em surdina tenta-se condicionar ou atrasar a reunião do CD da Liga, proferindo ampla contra informação, de molde a que não haja recomposição deste CD até às novas eleições;
- Farto de tanta cantilenário e truques para atrasar a justiça, O Engº. Cabral Ferreira avança com queixa formal para a FIFA a 21 de Julho pp;
- O Presidente da AG da Liga, entendendo que o assunto é transcendente para a credibilização do futebol em Portugal, decide empossar o primeiro membro suplente apresentado para o CD da Liga, Dr. José Fonseca da Silva, passando a presidente interino do CD o Juiz Pedro Mourão, pelo que este órgão passa a ter quórum impar (garantido por 3 membros);
- Quem trata o nobre clube de Barcelos como sua propriedade, volta a proferir ameaças, bolsando cobras e lagartos contra todos os que não alinham no seu jogo hipócrita e perigoso;
- Em desespero de causa lançam mais suspeições, colocando a possibilidade de novos incidente jurídicos afim de protelarem a reunião do CD da Liga, o que acabam por não concretizar, optando por tentarem condicionar a votação do novo membro do CD, afirmando que o resultado será de 2-1 favorável ao CFB;
- Finalmente em 1 de Agosto pp, ocorre a reunião do CD da Liga que profere decisão condenatória por 3-0, remetendo o GV para a Divisão de Honra;
- Os “arautos da verdade” ao terem conhecimento oficioso da decisão do CD, voltam a tentar manipular a opinião pública, lançando suspeições ao Dr. José Fonseca da Silva, que passa de homem isento e credível, a membro participante da página mais negra do futebol português e magistratura associada;
- A “teta” que esperavam manter como “salvação”, de pelo menos terem um voto a favor na votação do CD da Liga, esvai-se, assim, o recurso para o CJ da FPF já não tem dúvida pertinente, os “reles aprendizes de manipulação jurídica” têm de arranjar outras falácias e numa primeira fase encontram 14 supostas “irregularidades processuais no Acordão;
- Entretanto a Liga formaliza o teor do Acórdão às Partes, para o que o entrega em mão, afim de evitar eventuais manobras dilatórias (desligar de faxes, por exemplo);
- Chovem novas acusações públicas e privadas contra todos os que não aceitam ou não calam a batota e trapaça às leis vigentes;
- Em CI´s que se vão sucedendo um pouco por todo o lado, assistimos a cantatas mirabolantes, cujo traço comum é o berro cacofónico e o insulto à inteligência do mais comum dos mortais;
- Aparecem de vários quadrantes “Príncipes”, quais arautos da justiça e verdade, que à falta de argumentos contra o Professor Scolari, desdobram-se em actividades militantes, alvitrando formulas de compensar os erros de quem porfia e mantêm a batota, como se no caso Mateus, a questão nuclear não fosse:
- È ou não verdade que o GV recorreu aos tribunais comuns em questão meramente desportiva?;
- Entretanto o advogado que acessora quem “manda” no GV vem a público com total despropósito e manifesto desprezo pelos Estatutos da Ordem dos Advogados, nomeadamente, Artºs. 85º., nº. 2 alínea a) e 88ª., discutir a causa que pleita, indicando que: “…até tem o recurso pronto mas só o vai entregar no último dia…”; “…não há pressas nem urgência em resolver o caso…”;

- A ordem assiste em silêncio, espera-se que a Delegação Regional do Norte não fique muda e queda;
- Por outro lado, o modelo de virtudes do GV, continua a apregoar o seu delírio de convicções e vitórias processuais antecipadas, alicerçadas em:
- Vitória garantida no recurso para o CJ da FPF, porque aqueles membros são “adeptos das suas verdades;
- Pareceres de conceituados juristas, membros das maiores sociedades de advogados do país, que com o seu douto parecer, parece que garantem “o atropelo às leis” antes de serem julgados pelos tribunais;
- Eleição garantida da nova Lista candidata aos Órgãos da Liga (com os “seus” dois “preciosos votos”);
- O Dr. Hermínio Loureiro deve sentir-se “confortável” com este séquito de aves canoras como seus directos apoiantes;
- Ameaçam seguir para a FIFA, mas não avançam, apesar de estarem “cheios de razão”, local em que o certamente tudo seria mais fácil de derimir;
- Ao invés, preferem protelar e jogar com os “compadres da aldeia natal”, percebe-se as dificuldades, falar francês ou inglês em Bruxelas, é desconfortável, ainda se soubessem tocar piano;


V – Notas Finais

- Os factos acima relatados são do conhecimento geral e tornaram-se crimes públicos, face ao código penal;
- O que está em jogo, é a punição dos batoteiros que pervertem as leis, respeitadas por outros, qual Chico-espertismo nacional;
- Não acreditamos que os Dignos Conselheiros do CJ da FPF se demitam das suas responsabilidades e prefiram “alinhar” neste triste e deplorável espectáculo, digno de um qualquer país do 5º. Mundo;

- De uma vez por todas as leis têm de ser respeitadas, sancionando-se todos os batoteiros prevaricadores, sejam eles quais forem, sob pena de o tal Estado de Direito, não passar de mera intenção formal;
- A FIFA tem conhecimento deste processo de fio a pavio e aguarda apenas que a “bota” seja descalçada pela FPF, conhecedora que é de alguns dos truques e compadrios que descredibilizam o futebol português desde há mais de 30 anos;
- Os Signatários não deixarão de assumir as suas responsabilidades para levarem perante a justiça os “todos os traficantes” deste processo;
- Com este caso e perante a firme convicção do Presidente Engº. Cabral Ferreira, o Clube de Futebol Os Belenenses passou, perante alguns, de Entidade Simpática, a clube odioso;
- Ainda bem, também os nossos fundadores tiveram de lutar contra velhacos e velhacarias, para alcandorarem o clube à Galeria dos Notáveis, varrendo e enchotando sucessivos escolhos que lhes eram colocados propositadamente no caminho;
- A forma correcta mas firme, que Cabral Ferreira imprime na defesa da verdade desportiva, mesmo actuando em terrenos minados e contra interesses bacocos instalados, é a prova de que o Clube NUNCA DEVE DAR-SE POR VENCIDO SEJA EM QUE CIRCUNSTÂNCIA FOR. Estamos certos que os verdadeiros desportistas apreciam e apoiam esta posição, contrariamente aos batoteiros profissionais;
- Chegou finalmente o tempo de O Clube de Futebol Os Belenenses não ter medo de abraçar o futuro a que tem direito, por mérito próprio, sem utilizar jogos baixos. Assim queiram os dirigentes verdadeiramente Azuis (por dentro e por fora, sem qualquer tipo de riscas);
- As eleições para a Liga de Futebol Profissional que se avizinham, correm entre trocadilhos de mau português e apoios fingidos, ao arrepio de qualquer discussão séria e abeta, não se sabendo quais as medidas “profiláticas” preconizadas para acabar com as maleitas e suspeições;
- Com apreensão chegam todos os dias ecos de mais um apoio encapotado a troco de “nada”, alguns clubes continuam de costas voltadas uns para os outros, sem quererem discutir as suas reais dificuldades, apenas e tão só o lugar na triste lista para o “tal compadre”;
- A transparência que se propala fica desde logo desmascarada, quando membros outrora a título individual, aceitaram que lhes mudassem relatórios internacionais de observação já redigidos (não favoráveis), afim de poderem englobar o lote de pré-candidatos a grandes competições mundiais, aceitam agora cargos sensíveis, protestando isenção e seriedade;
- Sabendo-se que no futebol português o doping não está totalmente erradicado, veja-se o caso de jogadores que há 10 anos atrás jogavam 20 minutos e paravam 3 semanas, e aparecem aos 30 anos a efectuarem piques aos 93 minutos (box to box, dá para desconfiar);
- No Clube de Futebol Os Belenenses, não se recorre a substâncias proibidas para ter-se resultados desportivos, os tais “brilhantemente alcançados no campo de jogo”, sempre para mascarar a trapaça;
- Que faz o poder político? Dá meios aos CNAD e ao seu ilustre membro, Dr. Luís Horta afim de que este combata diariamente a batota de alguns? Não! Prefere vir protestar publicamente sobre o “caso Nuno Assis”, suspeitando-se que os compadres de Fafe e Barcelos tinham outros desígnios em vista;
- Igualmente não deixa de ser sintomático que “Comentadores Militantes”, que por dá cá aquela palha, opinam sobre tudo o que se passa no futebol cá do burgo, mantenham um ruidoso e cúmplice silêncio nesta caso Mateus;
- Seria interessante que as finanças investigassem as declarações de IRS e IRC destas Araras e Pavões, mormente nos últimos 20 anos,
certamente concluiriam que só após existirem as SAD´s é que muitos passaram a ser conhecidos como verdadeiros contribuintes;
- Entroncando nestes problemas que afectam o bom desenvolvimento e verdade desportiva, estão o acesso dos nossos jovens aos seniores, tapados por pernas de pau que chegam de todo o lado;
- A este governo ou a qualquer outro, espera-se que estejam atentos às duras realidades nacionais, a indústria do futebol é uma delas, onde os clubes estão falidos e os empresários que pululam em redor, ostentem sinais exteriores de abundância, daí que devam ser estimulados práticas que visem privilegiar a nossa juventude, potenciadoras do aparecimento de jovens estrelas e subsequente aumento de números de espectadores;
- Sem pedir qualquer contrapartida, nem mesmo remuneração ao nível de “acessor político”, sempre diremos que o governo sem se imiscuir directamente na orgânica desportiva, pode ser profilático, se estimular práticas sadias e correctas, colocando ao dispor de todos aqueles que queiram arrepiar o caminho que actualmente os levará ao abismo, diversas medidas gerais, tais como:

a) Interessados - Clubes que mantivessem um plantel de 24 elementos, com 2 estrangeiros no máximo (comunitários ou não), 7 jogadores com pelo menos 5 anos efectivos de actividade no clube (nada de truques de empréstimos com vínculo), isentos de dívidas ao fisco, segurança social, jogadores e treinadores, ou a cumprir o plano Mateus;

b) Estimulos (durante 3 anos)

- Clubes da Superliga € 1.000.000,00/época;
- Clubes da Div. Honra € 500.000,00/época;
- Clubes da 2ª. Divisão € 350,000,00/época;
- Clubes da 3ª. Divisão € 100.000,00/época;

c) Recuperação Destas Verbas – As verbas seriam facilmente recuperadas através de práticas que levassem ao combate da economia paralela, a qual passaria a ser fiscalizada pelos adeptos, mediante a solicitação de recibos de todas as compras efectuadas ao longo da semana, cujos comprovativos seriam entregues à 5ª. feira na Junta de Freguesia, recebendo em contrapartida bilhetes para as espectáculos de arte e desporto (cinema, teatro, ópera, futebol, ténis, hóquei, andebol, basquetebol, etc.);

d) Fiscalização da Aplicabilidade – Face ao rol de suprenumerários do Ministério das Finanças, certamente poderiam ser deslocalizados funcionários que velariam pela boa aplicação destas verbas, preparando de forma didáctica os dirigentes para o ano zero da sua responsabilidade (4º. Ano em que não existiriam quaisquer subsídios);

- Cumpre-nos ainda referir, que as questões por nós levantadas são cochichadas em surdina na sociedade portuguesa, alguns políticos têm amplo conhecimento de todas estas matérias, uns não actuam por compadrio, outros porque lhes falta coragem e outros preferem o alheamento envergonhado;
- Ao governo e demais Autoridades Desportivas, exige-se rigor e combate frontal aos batoteiros, sempre que nas respectivas actividades circulem dinheiros públicos;
- Não é só apregoar-se que somos sérios, temos de comportarmo-nos efectivamente como a mulher de César “…sê-lo e parecê-lo…”;

Gratos pela vossa presença, estamos à vossa inteira disposição para as eventuais questões que nos queiram colocar.

Neste dia, em . . .

1950 – Belenenses vence Campeonato Nacional de Atletismo em Equipas Femininas, pela terceira vez

Já por bastantes vezes nos referimos aos feitos do atletismo feminino do Belenenses e às suas extraordinárias atletas. A razão é natural e centra-se no riquíssimo palmarés que o Belenenses possui.

Assim sendo, resta apontar os títulos conquistados nesta data em que o Belenenses conquistava o seu terceiro Campeonato Nacional na categoria de Equipas Femininas.

Para isso, valemo-nos como sempre dos preciosos registos de Acácio Rosa:


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1962 – Segundo lugar no Torneio de Nova York (MTK, Oviedo, Panathinaikos, Wiener, Elfsborg e América)

O Torneio de Nova York era um torneio com prestígio. Era aliás parte da «International Soccer League», disputada em Chicago e em Nova York, em que participavam equipas europeias, sul americanas e norte-americanas. Neste ano de 1962, não estiveram presentes equipas Norte-Americanas, o que aliás, como é sabido, não era propriamente um handicap para o torneio, uma vez que o futebol tinha pouca expressão nos Estados Unidos da América.

O Belenenses, apesar da crise que se abatera sobre o Clube e que levara ao resgate do Estádio do Restelo, apresentava mesmo assim um futebol que lhe permitia honrar o seu passado.

Prova de que a presença das equipas de países em que o futebol é o principal desporto foi preponderante é o facto, que conseguimos apurar, de que o torneio de 1962 foi o que obteve maiores níveis de assistência de todos os até então disputados, com uma média aproximada de 10.500 espectadores por jogo. Valores que, tendo em conta onde se realizaram os jogos, é média muito apreciável.

Participaram nesta edição, além do Belenenses, várias equipas europeias e centro e sul americanas. Foram divididas em dois grupos compostos da seguinte forma:

Secção 1: Reutlinger (RFA), Guadalajara (México), Palermo (Itália), Dundee FC (Escócia), Hadjuk Split (Jugoslávia) e América do Rio de Janeiro (Brasil).

Secção 2: Wiener AC (Áustria), Panathinaikos (Grécia), MTK Budapeste (Hungria), Elfsborg (Suécia), Real Oviedo (Espanha) e BELENENSES.

O Belenenses, dos cinco jogos disputados venceu quatro e empatou um, vencendo o grupo, em posição para disputar a final contra o vencedor do outro grupo – o América do Rio de Janeiro.

No Belenenses, alinhavam então nomes como: Palico, Pelézinho, Carlos Silva, Estevão, José Pereira, Manuel Rodrigues, Yaúca, Vicente e Matateu.

No entanto e apesar da melhor prestação na primeira fase, comparativamente ao seu adversário, o Belenenses viria a perder os dois jogos da final, muito pela falta de Matateu que se lesionara no jogo com os austríacos, ambos pela margem mínima (1-2 e 0-1). O América Football Club (RJ) tinha sido até então campeão estadual do Rio de Janeiro por sete vezes, sendo que a mais recente ocorrera apenas dois anos antes.

O Belenenses, como sempre, deixou uma excelente imagem de si e do futebol português, como sempre foi seu timbre nos encontros internacionais.

segunda-feira, 7 de agosto de 2006

Neste dia, em . . .

1915 – Nasce Mariano Amaro (capitão da equipa campeã em 1946)

Diversas foram as vezes em que aqui já falámos de Mariano Amaro. A referência alargada e repetida justifica-se plenamente, porque Amaro foi, além de qualquer dúvida, uma das maiores figuras de sempre do Belenenses; mas, entretanto, resta-nos pouco para dizer.

Há anos atrás, o jornal “A Bola” publicou um suplemento com alguns dos maiores vultos do futebol português. Debaixo de uma das fotos de Amaro, vem uma legenda tão curta como significativa:
“Amaro criou a quarta dimensão do futebol português”.

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Imenso! E ao dizermos isto, lembramo-nos que durante (mais de) 40 anos, desde a sua fundação até ao início da década de 60, iam sendo sucessivamente do Belenenses os melhores jogadores, da sua época, no futebol Português, numa maravilhosa cadeia dourada: Artur José Pereira – Augusto Silva – Pepe – Amaro – Matateu...

No mesmo jornal podíamos ainda ler sobre Mariano Amaro:
O Belenenses foi o seu clube de sempre. Scopelli, dizendo-lhe que tinha lugar em qualquer equipa do mundo, quis levá-lo para a Argentina.

‘Estive meio tentado a ir, mas a mulher pediu-me muito para não ir, não fui’.

Várias vezes lhe acenaram com muito dinheiro do Sporting. E do F.C.Porto.

‘Foi o Pinga que me quis levar, disse-me que iria ganhar o mesmo que ele. Nessa altura ele recebia um conto e quinhentos por mês [7,5 €]; a posta de bacalhau custava 15 tostões [menos de 1 cêntimo]’.

O coração fê-lo ficar outra vez nas Salésias. E perder muito dinheiro
”.

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Há cinco dias atrás, referimo-nos aqui ao Almirante Américo Tomás. A existência, no Belenenses, de figuras politico-ideologicamente tão opostas, como Mariano Amaro e Américo Tomás, confirmam o que então escrevemos: o nosso clube é plural, como tudo o que tem dimensão.

domingo, 6 de agosto de 2006

Neste dia, em . . .

1927 – João Luís Moura, Presidente do Belenenses, é eleito Presidente da Federação Portuguesa de Futebol

Em 31 de Março de 1914 era fundada a União Portuguesa de Futebol pelas três únicas Associações Distritais existentes então: Lisboa, Portalegre e Porto. Esta foi a antecessora da Federação Portuguesa de Futebol, designação que adoptaria a 28 de Maio de 1926.


João Luís de Moura, Major-Aviador e Presidente do Belenenses, foi o segundo presidente sob a nova designação. Foi eleito, nesta data, em 1927, presidente da Federação Portuguesa e por um período de dois anos. Uma clara demonstração da preponderância e do respeito de que o Belenenses gozava então.


Mais tarde, na década de 60, seria a vez de outro grande dirigente belenense assumir este cargo. Foi Francisco Mega, num mandato que se iniciou em 1960 e terminou em 1963.



1951 – Joaquim Branco bate Record Nacional de 1.500 metros em Atletismo

Joaquim Branco é um dos grandes nomes do Atletismo do Belenenses e nacional. Extraordinário atleta, dominou no sector masculino uma época dourada do atletismo português, no final da década de 40 e na década de 50, conjuntamente com Rui Ramos e com Georgete Duarte no sector feminino. A sua fama galgava as fronteiras e chegava a Espanha onde frequentemente se superiorizava aos melhores atletas meio-fundistas espanhóis.

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Joaquim Branco, natural de Pampilhosa do Botão (Mealhada), distrito de Aveiro, conquistou vários recordes nacionais de que o que nesta ocasião é assinalado mais não é do que um (brilhante) exemplo.

A este recorde, nos 1.500 metros (com o tempo de 4’ 8’’ 5), é possível juntar o dos 1.000 metros (em 2’ 35’’ 4), da «Milha» (4’ 31’’ 7 – ver figura), e 2.000 metros (5’ 39’’ 4), sendo que, este útimo foi também recorde ibérico.

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Joaquim Branco sagrou-se também Campeão de Lisboa dos 800 metros (com a marca de 2’ 1‘’ 3), 1.500 metros, 3.000 metros e nas estafetas de 4x 100 metros e 4x 300 metros.

Foi considerado o melhor atleta do ano, em 1949, ganhando o prémio respectivo, instituído pelo vespertino "Diário Popular".

Como reconhecimento pelos feitos atléticos de que foi autor e pelo elevar bem alto e propagar o nome do Belenenses a nível nacional e internacional, Joaquim Branco foi agraciado com a categoria de Sócio de Mérito, em 1963.

sábado, 5 de agosto de 2006

Neste dia, em . . .

1958 – Primeiras provas internacionais de Atletismo no Restelo

Neste tempo a pista de atletismo tinha uma utilidade visível e dava projecção ao Clube.

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Quatro anos mais tarde voltou a ser palco de um novo meeting Internacional, um Portugal-França, que ficou famoso pela marca obtida no salto em comprimento por Pedro Almeida. 7,62 metros, marca que seria a melhor do país durante 23 anos.

Como referimos no apontamento sobre a inauguração da pista sintética (a 25 de Maio de 2003) com a inauguração, em 1972, da pista sintética do Estádio Nacional – a primeira em Portugal – a do Restelo, de cinza, deixou praticamente de ser utilizada em competições. A questão das seis pistas para isso também contribuiu.

O que não é compreensível é fazer um investimento de monta, como é a colocação de um piso sintético, e que isso não contribua para uma maior visibilidade do Clube.

É igualmente incompreensível como, decorridos apenas três anos, a pista sintética do Restelo ser considerada pela Federação Portuguesa de Atletismo como (e citando o site da Federação na Internet a 19 de Julho de 2006): “Incompleta/Degradada” e “Nunca Vistoriada”. Erro da Federação, ou... outra coisa qualquer?


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1984 – Georgete Duarte é homenageada pela Associação de Atletismo de Lisboa

O nome de Georgete Duarte é repetido muitas vezes ao longo destes apontamentos. É natural e é consequência óbvia da quantidade de títulos conquistados (46) e de recordes nacionais obtidos (10). É a campioníssima do Atletismo Feminino do Belenenses.

Neste apontamento não vamos repetir o muito que a seu propósito já foi escrito. Desta feita, limitamo-nos a registar a homenagem que lhe foi prestada pela Associação de Atletismo de Lisboa, precisamente em 5 de Agosto de 1984.

A homenagem, que decorreu no Estádio de Alvalade, foi feita em honra da sua prestigiada carreira que levou a que fosse unanimemente considerada a melhor atleta portuguesa na década de 50.

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Acácio Rosa referiu-se-lhe nos seguintes termos a propósito desta justa homenagem:
...Tive a honra de colher a primeira ficha de inscrição de Georgete.
Daqui lhe envio um beijo de muita consideração, admiração e profunda gratidão como Belenense e seu dirigente de tantos anos.


Todos devemos estar igualmente reconhecidos. Todos, mesmo aqueles que não viram em competição esta grande atleta, mas que, apesar disso, se interessam e orgulham pelos feitos e pela história do Belenenses. O Belenenses, apesar das décadas conturbadas e instáveis que vive nem por isso perdeu a sua história, apesar de muitos a quererem destruir para melhor conviver com a mediocridade.

sexta-feira, 4 de agosto de 2006

Neste dia, em . . .

1930 – João Luís Moura é o primeiro sócio a receber Cruz de Ouro (o mais alto galardão do Clube)

João Luís de Moura foi o quinto presidente eleito do Belenenses. Presidente da Direcção de 1925 a 1931, foi um dos grandes responsáveis pela obtenção dos terrenos das Salésias (15 de Dezembro de 1926) para a construção do parque desportivo do Belenenses, ao mesmo tempo que ficava ligado a retumbantes vitória do nosso clube nas grandes competições da época, com destaque para dois Campeonatos de Portugal e três Campeonatos de Lisboa.

Como mais adiante se pode ver (6 de Agosto), João Luís de Moura foi também Presidente da Federação Portuguesa de Futebol, o que demonstra o reconhecimento que mereceu.

A Presidência de João Luís de Moura, no período inicial do Belenenses, deixou a sua marca nos seguintes acontecimentos mais relevantes:

No campo desportivo:
– Campeão de Portugal de Futebol (1927, 1929).
– Vice-Campeão de Portugal em Futebol (1926).
– Campeão de Lisboa em Futebol (1926, 1929 e 1930).
– Vice-Campeão de Lisboa em Futebol (1925, 1927 e 1931).
– Belenenses vence, em Espanha, o Real Madrid por 3-0 (1930).
– Campeão de Lisboa de Infantis em Futebol (actualmente juniores; 1926).
– Vice-Campeão Nacional de Atletismo, em Equipas Masculinas (1929).
– Início da actividade da Natação (1925); Polo-Aquático e Ciclismo Feminino (1926); Basquetebol e Ténis de Mesa (1927); Râguebi e Hóquei em Campo (1928).

No campo associativo e organizativo:
– Posse dos Terrenos das Salésias e começo das obras em 1926. Primeiro jogo em 1928. Inauguração do corpo central de bancadas no Estádio das Salésias (1931).
– Abertura da nova Sede na Rua da Junqueira (1926).
– Em 1926 surgem as duas primeiras filiais do Belenenses e em 1930 é aberta uma filial em Paris.
– Clube cresce de 1659 sócios (1926) para 2.000 sócios em (1931).

Em 4 de Agosto de 1930, devido aos elevados serviços prestados ao Belenenses e ao desporto nacional, João Luís de Moura seria agraciado com a máxima distinção atribuível a um sócio – a “Cruz de Cristo de Ouro – Dedicação e valor”, destinada a tributar o reconhecimento do Clube por serviços prestados de excepcional merecimento.

Actualmente, segundo os Estatutos do Clube (Artigo 61º), a atribuição deste galardão é competência da Assembleia-Geral, sob proposta da Direcção e colhendo o parecer favorável do Conselho Geral. Para tal, necessita da aprovação da Assembleia-Geral, por maioria qualificada de dois terços dos Sócios presentes.

Até 2005 são os seguintes os sócios que receberam esta elevada distinção:

04/08/1930 – João Luís de Moura
01/09/1930 – António Maria Ribeiro
29/01/1944 – Francisco Reis Gonçalves
07/04/1945 – Armando Filipe de Silva
06/02/1947 – Acácio Rosa e Francisco Mega
30/01/1953 – Américo Deus Tomás
30/03/1960 – Francisco Soares da Cunha
09/06/1965 – António Champalimaud
09/06/1969 – Eduardo Scarlatti
20.09.1969 – Salustiano José Lopes
31/12/1971 – Manuel Cordo Boullosa
30/11/2001 – José Augusto do Vale
04/06/2002 – Fernando Olavo Gouveia da Veiga
28/11/2002 – Manuel de Sousa Ramos
29/11/2005 – José Coelho da Fonseca

quarta-feira, 2 de agosto de 2006